Cidades

Ex-Diretor da Câmara de Sumaré é denunciado por fraude em licitação

Outras duas funcionárias, que atuam no setor de compras da Casa, também responderão ao processo criminal

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Funcionária enviou para empresário contrato vencido por outra empresa
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça o diretor administrativo e duas funcionárias que atuavam no setor de compras da Câmara de Sumaré. Amilton Hoffman, Maria Graziela Ramos De Souza e Andreia Barbosa Norberto são acusados de integrar um esquema de fraude na licitação para a compra de móveis para a Casa.


Como são funcionários público, os três terão direito a apresentar uma “defesa prévia” antes que o juiz Marcus Cunha Rodrigues, da 2ª Vara Criminal de Sumaré, decida se aceita ou não a acusação feita pelo MP.
O processo, obtido com exclusividade pelo TribunaPress, aponta que as fraudes ocorreram em 2012 e 2015, na compra de arquivos deslizantes.


O empresário Daniel Palmeira de Lima, que também é vereador em Catanduva, teria montado uma rede de empresas para forjar a concorrência em licitações para esse tipo de produto. Seria a dele a decisão sobre para quem os objetos seriam adjudicados.


Segundo a investigação do Gaeco, para concluir a fraude, o grupo de Palmeira contava com a ajuda de servidores públicos, que repassavam informações sobre as licitações antes mesmo da divulgação dos editais.
Por meio da quebra de sigilo nas comunicações do empresário, os promotores identificaram, até mesmo, um e-mail da Câmara de Sumaré para ele com a íntegra de um contrato firmado com outra empresa.

Outro lado


Em nota, a assessoria de imprensa da Câmara informou que os três servidores citados no processo penal não atuam mais no Legislativo.


Amilton foi exonerado em janeiro de 2019. Maria Graziela e Andreia estão cedidas para a Prefeitura de Sumaré.


“Em que pese a ciência da existência de processo para apuração de tais fatos, a Câmara informa que até o presente momento não foi notificada de qualquer decisão relacionada as eventuais ações que tramitam sobre o caso”, diz o texto encaminhado pela Diretoria de Comunicação da Casa.

O Tribuna Press não conseguiu contato com a defesa dos servidores.

 


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