Indaiatuba

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A mãe do garoto João Gabriel Patrício Filho, a dona de casa Roseli Aparecida Matos Pinto, continua sem se calar em protesto à morte do filho. Na última segunda-feira, dia 26, acompanhada de sua advogada, Tânia Maria Botter, Roseli fez um protesto silencioso durante a sessão ordinária da Câmara. Empunhando um cartaz com os dizeres “Mais uma vítima de erro médico. A saúde precisa mudar”, junto com a foto de João Gabriel, Roseli caminhou pelo plenário, onde permaneceu durante toda a sessão e chamou atenção de quem estava presente. O caso de João Gabriel foi revelado pela Tribuna em março. O garoto passou por atendimento no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) apresentando fortes dores abdominais. Segundo Roseli, a médica que o atendeu diagnosticou uma “virose”. A criança morreu e no laudo da morte foi constatado que ele havia sido vítima de apendicite. A família registrou um Boletim de Ocorrência (BO) sobre o caso. Para Roseli, apesar de ter sido uma manifestação pequena, já que apenas ela e a advogada estavam presentes no protesto, o saldo foi “positivo”. “Percebi que as pessoas paravam para saber da história, comentavam sobre o caso e se solidarizaram com tudo o que passei e estou passando”, conta. De acordo com a advogada Tânia Maria Botter, com os vereadores, o resultado não foi o esperado. “Apenas dois vereadores se manifestaram sobre o caso, a doutora Vera Spadella e o Osmar Bastos, mas a receptividade no geral foi grande, as pessoas paravam para questionar, queriam ler o que estava no cartaz”, analisa. “O saldo do protesto foi positivo.” Segundo o vereador Osmar Bastos (PDT), é necessário que haja uma cobrança para que estes erros não aconteçam mais. “Temos que motivar os órgãos competentes para que investiguem estes casos no intuito de evitar que isso aconteça, por isso me solidarizei com a história da Roseli, que já conheço há um tempo”, comenta. A vereadora Vera Spadella afirmou que são necessárias melhorias na saúde local. “Sabemos que a saúde de Indaiatuba não está bem, temos que analisar o que pode ser feito para melhorar o que é oferecido hoje, porque esta fragilidade é responsável por histórias como a da Roseli”, cita.


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