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A reunião de velhos amigos de juventude já rendeu filmes emocionantes como O Reencontro, de Lawrence Kasdan, e Para o resto de nossas vidas, de Kenneth Branagh. É claro que não é o caso de Gente Grande, que estreia esta semana em Indaiatuba. No caso, cinco amigos que venceram um torneio de basquete infantil 25 anos atrás se reúnem para o funeral do antigo treinador e passar o feriado da Independência numa casa à beira de um lago. Desculpa perfeita para o roteirista, produtor e astro do filme Adam Sandler reunir sua turma: o inevitável Rob Schneider, o gordinho Kevin James, o sem graça David Spade, o também astro Chris Rock e o diretor Dennis Dugan, que assina o quinto trabalho com Sandler. Para os papéis de esposas foram escaladas a estrela mexicana Salma Hayek, a bela Maria Bello (de O Troco, Marcas da Violência e Showbar) e a comediante Maya Rudolph, muito famosa nos EUA. Só que no meio dos amigos reunidos, se divertindo mais que a plateia, elas não tem muito o que fazer, mesmo Maya sendo egressa do Saturday Night Live como Sandler, Schneider, Spade e Rock. No reencontro, cada um dos amigos cresceu de um jeito: o Lenny Feder, de Adam Sandler se transformou em um poderoso agente de Hollywood (e marido da bela Salma, é claro); o Eric Lamonsoff de Kevin James virou um empresário casado com Maria Bello; o Kurt McKenzie de Chris Rock tornou-se dono de casa en-quanto sua mulher Maya Rudolph sai para trabalhar; o Rob Hilliard de Rob Schneider trabalha como terapeuta alternativo e tem uma esposa muito mais velha; e o Marcus Higgins de David Spade continua solteiro e irresponsável. Para o crítico Rubens Ewald Filho, “o filme tem o prazer de ser preconceituoso, insistindo em piadas contra velhos, nos gases e joanete de uma velha sogra negra, e pelo fato de um dos amigos estar casado com uma mulher muito mais velha que ele. E apesar de felizes, a tratam com grosseria contínua e politicamente incorreta.” Marcelo Forlani, do site Omelete, avisa que não é ele que não gosta dos filmes de Adam Sandler, e sim, “eles que não gostam de mim e me fazem sofrer”. Para o crítico, tudo piora quando Rob Schneider está junto, o que quase sempre acontece. Forlani chama Sandler de “o ‘Didi Mocó de Hollywood’ que consegue sempre se dar bem no final”. Muito boa, mas não é totalmente verdade. Em seus primeiros filmes, ele incorporava o outsider, o cara que não quer crescer (ou não consegue, como o limítrofe de O Rei da Água) e que acaba se dando bem. Sua atuação em Embriagado de Amor (2002), sob direção do badalado Paul Thomas Anderson, ganhou elogios da crítica e o tornou ambicioso a ponto de se meter a refilmar Frank Capra em A Herança de Mr. Deeds (2002), a contracenar com Jack Nicholson em Tratamento de Choque (2003), e repetir o papel de Burt Reynolds no remake de Golpe Baixo (2005). Quando ele retorna à comédia rasgada, sua persona cinematográfica é outra. O largado vira o melhor em seu ramo, se-ja como arquiteto (O Click), bombeiro (Eu os declaro marido e... Larry) ou agente secreto (Zohan – O Agente bom de corte), e sempre contracenando com beldades como Kate Beckinsale, Jessica Biel, Emmanuelle Chriqui (do seriado Entourage) e, agora, Salma Hayek. Idiossincrasias à parte, Sandler manteve sua popularidade no Brasil, com Gente Grande entre os três únicos filmes estrangeiros a ter mais de um milhão de espectadores, dentre as 20 maiores bilheterias até o último final de semana. Nos EUA, o filme chegou a US$ 160 milhões.


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