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A comédia brasileira Muita Calma Nessa Hora estreia esta semana em todo o País com a ambição de conquistar o público jovem. Não é uma tarefa fácil. De tempos em tempos surge alguém com a intenção de conquistar o público jovem para o cinema nacional. Nos anos 60, houve a trilogia estrelada por Roberto Carlos e dirigida por Roberto Farias: Roberto Carlos em ritmo de Aventura, O Diamante Cor-de-Rosa e A 300 km por hora. A maturidade do “Rei” e sua transformação em cantor romântico encerraram o ciclo Jovem Guarda. No início dos anos 80, os sucessos de Menino do Rio e Bete Balanço deram a impressão de que o gênero iria emplacar, logo desmentido pelos fracasso de Garota Dourada e Areias Escaldantes. Agora, o diretor Felipe Joffily, de Ódique?, juntou-se ao produtor Augusto Casé, de Ó Pai, Ó, e ao roteirista Bruno Mazzeo, idealizador e astro de Cilada, do canal Multishow e do Fantástico, para mais uma tentativa de conquistar a audiência jovem. No Rio de Janeiro, Mari, Tita e Aninha são três amigas inseparáveis. Mari é linda e tem uma carreira promissora na publicidade. Tudo vai bem até que seu chefe passa dos limites profissionais. Tita só pensava em se casar até que flagra seu noivo com outra às vésperas do casamento. Aninha é uma indecisa crônica que já mudou de faculdade sete vezes e está em plena crise sobre o futuro. Decididas a mudar, as três começam por passar um fim de semana em uma casa incrível em Búzios, alugada para a lua-de-mel de Tita. No caminho, conhecem Estrella, que pede carona até o balneário, onde pretende encontrar o pai que nunca conheceu. No melhor estilo ‘hippie de bem com o universo’, ela não se separa de sua samambaia de estimação e tem sempre uma frase de efeito para as situações mais hilárias e difíceis. Nesse fim de semana especial, momentos como esses não são poucos! De um luau inesquecível a romances de verão, passando por porres e micos homéricos, as quatro garotas não encontram a paz que procuravam, mas vivem de tudo nesta jornada. A história é de Rick Nogueira, inspirado no sucesso dos palcos A.M.I.G.A.S., com Luana Piovani, que ele produziu baseado em livro dele e da amiga Cláudia Mello. O trio que vira logo um quarteto é interpretado por Andréia Horta (protagonista de Alice, da HBO, e par romântico de Selton Mello em A Cura, da Globo); Gianne Albertoni (a top model do ABC que já fez Mandrake, da HBO, e Cristal, do SBT), Fernanda Souza (a eterna ex-Chiquitita que mostrou sua verve cômica em Toma Lá, Dá Cá) e Débora Lamm (parceira de Bruno Mazzeo em Cilada). Mas é nas participações especiais que a intenção de reunir as revelações recentes do humor brasileiro se evidencia. Além do próprio Bruno Mazzeo, do cast global aparecem Lúcio Mauro Filho, Maria Clara Gueiros, Nelson Freitas, Heloísa Perrisé e André Mattos (ultimamente na Record, mas inesquecível como o D. João VI de Os Quintos dos Infernos e atualmente nas telas em Tropa de Elite 2); Marcos Mion, Marcelo Adnet e Hermes & Renato, todos revelados pela MTV; além de veteranos como Laura Cardoso, Lúcio Mauro, Louise Cardoso e Sérgio Mallandro. O baiano Luís Miranda, da primeira turma do Terça Insana, e Marcelo Tas, do CQC, também estão no elenco, assim como o galã Dudu Azevedo (Cama de Gato e Como uma Onda) e a sexy Ellen Roche (SOS Emergência). “Duvido que algum filme nacional tenha reunido tantos expoentes do humor. De Hermes & Renato e Marcelo Adnet a Lúcio Mauro. Gente da MTV com gente do Zorra Total, Tudo junto e misturado!”, orgulha-se o roteirista e ator Bruno Mazzeo, que graças ao projeto deste filme iniciou a parceria com Augusto Casé que resultou no Cilada. “O que faz este filme de fato interessante é que tivemos a coragem de unir os melhores talentos do humor nacional”, reforça o produtor Casé. Segundo ele, faltam filmes para jovens, de costumes, que sejam leves, mas inteligentes ao mesmo tempo. “Acho que Muita Calma remete a Menino do Rio (como movimento e comportamento), a American Pie (como humor leve e bem sacado) e ao Mamma Mia, pelo colorido e estética. Tínhamos a pretensão de realizar algo com esta pegada”, explica. Para o diretor Felipe Joffily, há outras referências. “Apesar de termos sempre em mente que queríamos de certa forma fazer uma espécie de híbrido entre Menino do Rio e American Pie, procurei não me ater a nenhuma fórmula pronta. Há desde toques de Jerry Lewis até Curtindo a Vida Adoidado, passando por Beavis and Butt-Head.” “Muita Calma Nessa Hora só tem uma coisa que me desagrada: o fato de eu estar numa única cena, bem no comecinho. Depois de ver o resultado me deu uma inveja de quem está até o final. E um arrependimento por ter sido eu mesmo o culpado por isso. Mas tudo bem. No Muita Calma 2 vou me encaixar do começo ao fim”, diz Mazzeo.


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