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Das 123 internações realizadas aos sábados pelo plantão de ortopedia do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) envolvendo motociclistas acidentados, entre os dias 1º de janeiro e 31 de outubro deste ano, 40% foram feitas por motoristas que assumiram ter ingerido álcool antes de dirigir. Uma pesquisa feita pela primeira vez e de maneira informal pelo médico ortopedista Henrique Lourenço Mercadante, 38 anos, responsável por todos os plantões de 24 horas realizados no Haoc durante o período da coleta dos dados, mostra que a relação entre os acidentes e os motoristas que estavam dirigindo embriagados é “grande”. De acordo com Mercadante, em um primeiro momento, a maioria dos acidentados que demonstra sinais claros de ingestão de álcool negam estar embriagados. “Na maioria dos casos das pessoas que negam ter bebido, é bastante perceptível o consumo de bebidas alcoólicas. Pelo jeito de falar e pelo cheiro é fácil perceber se o acidentado ingeriu álcool”, argumenta. “Depois de saberem que eu não iria revelar os nomes, as pessoas acabavam confirmando que beberam antes de dirigir.” Segundo o ortopedista, o consumo de bebida alcoólica por parte dos acidentados não se limita à ingestão de cerveja, como relatam os próprios envolvidos. “Muitos consumiram grandes doses de cachaça e dizem ter tomado apenas três latas de cerveja”, revela. Além de serem responsáveis por grande parte dos acidentes, os motociclistas que estavam dirigindo bêbados precisam passar pelas cirurgias mais graves. Dentre as intervenções cirúrgicas feitas em motociclistas estão as cirurgias de punho, fêmur, tíbia e clavícula. Nos condutores embriagados a maior parte envolve a fratura exposta nas pernas. “Esses motociclistas acabam passando pelas cirurgias mais graves em que, em alguns casos, a única opção é a amputação de uma perna ou braço”, revela. “Quando isso não acontece, o tratamento pode demorar até dois anos”, informa.


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