Cão-guia deixa família para próxima etapa de treinamento

Indaiatuba

Cão-guia deixa família para próxima etapa de treinamento

E agora, o que eu faço de minha vida? É isso mesmo. Eles já não precisam mais de seus pais para seguirem suas próprias vidas. É claro, isso não significa que já não busquem a ajuda financeira, mas fora isso possuem vidas próprias. Criaram grupos de amigos, estão se relacionando afetivamente, não ficam com os pais, mas vivem com a família da pessoa amada. Sem ligações telefônicas, sem passadas rápidas para saber como seus pais estão passando, é como já disse em outra oportunidade, os pais “guardados no armário” para serem ativados quando ne-cessário. A tendência dos pais: Cobrar! Cobrar insistentemente. Seja através de discursos ardentes, seja através de formas mais sofisticadas, seja através de chantagem emocional, necessidades inexistentes e outras articulações. Mas todas elas são sentidas pelos filhos. O resultado? A busca de um afastamento cada vez maior. Alguns tentam através do controle do dinheiro que ainda dão aos seus filhos, fazendo-os terem que se submeter aos desejos de seus pais. Resultados piores ainda, pois assim que conquistarem suas inde-pendências financeiras, irão “sumir” de vez. Os pais dedicaram suas vidas aos filhos. Deixaram suas próprias vidas de lado e agora descobrem que estão sós e não têm de seus filhos a mesma dedicação que dedicaram a eles. Há uma dor intensa em todo esse processo de descobertas. Descobre-se que realmente os filhos em sua grande maioria vão para o mundo, desenvolvem vidas próprias onde os pais ocu-pam pequenos espaços. Muitas são as razões para isso: interesses divergentes, necessidades de conquistas profissionais e pes-soais que os pais já não vivem, não mais reconhecem como importantes. E agora, o que eu faço de minha vida? Pode ser duro, pode para alguns chegar a ser cruel, mas imaginem-se soltos completamente na vida, onde agora só resta cada um de vocês. O que fazer? Desenvolver uma vida própria e sem depender de ninguém, sem ficar esperando de filhos, irmãos, irmãs, maridos, esposas ou quem quer que seja, razões para poder se fazer algo. Descobrir agora o que desperta novamente seus interesses. Mas atenção: isso só será possível se você realmente se desprender das “dependências”, sem revoltas ou sem car-regar o clássico sentimento de “estou sendo injustiçado(a)”. Abrir o coração, entendendo verdadeiramente que os filhos têm suas próprias formas de ser, entendendo que a forma como eles demonstram o amor por você não é e nem será o como você determina que deveria ser. Permitir que os filhos sejam o que são fará com que os pais percebam as demonstrações de amor natural e espontâneas que eles tem por seus pais. Isso também não significa não existir uma certa tristeza pelo distanciamento existente. É natural e deve ser olhado como algo normal. Não se deve é cobrar ou se deixar prostrar por causa disso. Não há idade limitando o viver. É isso mesmo, ir viver! Se houver o verdadeiro querer, há atividades para todas as épocas de nossas vidas. Quem se dispõe a preencher seu tempo com momentos significativos, acaba também encontrando onde menos espera, pessoas com interesses comuns. Desenvolve novas amizades. E quer saber? Quando isso ocorre, os filhos, aqueles mesmos que estavam ausentes, distanciados, em boa parte das vezes começam a se aproximar novamente. Agora que não são mais cobrados para estarem juntos, voltam. Descobrem um novo pai, uma nova mãe. Descobrem que seus pais são pessoas interessantes. Encarem a “Síndrome do ninho vazio” como algo natural. Não ter mais a quem dedicar seus esforços é, e deve, ser visto como a retomada do direito de dedicar-se à própria vida. O que fazer? Viver! Viver intensamente. E ainda vão se surpreender dizendo a seus filhos: “Ah, queridos, me desculpe mas tenho um compromisso que não posso desmarcar. Fica para outra oportunidade. Beijos”.


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