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Este é o ano dos vilões nas animações. Depois de Meu Malvado favorito, da Illumination, agora é a vez de Megamente, da DreamWorks, chegar às telas brasileiras. O personagem título é o supervilão mais brilhante que o mundo já conheceu – e também o mais fracassado. Ao longo dos anos, ele vem tentando conquistar Metro City de todas as formas imagináveis, mas cada tentativa é um desastre colossal graças ao super-herói Metroman. Até o dia em que o vilão consegue derrotá-lo com um de seus atrapalhados planos malignos. Mas quando o destino de Metro City é ameaçado pela chegada de outro vilão e o caos foge ao controle, todos se perguntam: será que a maior mente do mundo poderá salvar a cidade? “Pessoalmente, adoro vilões”, diz o diretor Tom McGrath (Madagascar 1 e 2). “Eu os adoro desde criança: Darth Vader, Capitão Gancho, eles eram muito fascinantes. São os que têm as personalidades, figurinos, gadgets e bordões mais interessantes. Os vilões são mais divertidos.” McGrath finalizava outro filme de animação quando foi abordado a respeito de um novo projeto levado à DreamWorks Animation pela produtora de Ben Stiller e Stuart Cornfeld, Red Hour Films. O ponto de partida são as histórias de super-heróis, porém, com a pergunta: “O que acontece quando a trama é contada pelo outro lado?” A relação entre Metroman e Megamente é a típica dicotomia super-herói versus vilão. O filme também brinca com a ideia provocativa de que o bem e o mal não existem separadamente. Os dois vêm de planetas que compartilharam o mesmo triste destino. Seus pais também o enviaram à Terra em uma cápsula de escape, momentos antes de o planeta ser destruído, como na clássica origem do Superman. Enquanto Megamente aterrissou em uma prisão, seu rival se deparou com um confortável lar de classe média-alta. O povo de Metro City o admira, e a confiança de que ele sempre deterá o vilão é constante. Mas pode haver um outro lado para o grande herói de Metro City, um lado não conhecido pelos fãs. Mesmo sendo “do mal”, Megamente apaixona-se por Rosane Rocha, uma jornalista de língua afiada que é a “vítima” de praticamente todas as tentativas do vilão de dominar a cidade. Ou seja, uma versão humorística de Lois Lane. Apesar de ser sempre salva por Metroman, a ajuda dele costuma ser desnecessária. O desajeitado Al Stewart, operador de câmera da repórter, há anos tem uma queda por Rosane, e ao longo do filme, se transforma em super-herói e depois em vilão. Outro personagem é Criado, um peixe-gorila-robô criado em laboratório e encarregado pelos pais de Megamente de cuidar do filho deles. Segundo o supervisor de estereoscopia Phil Captain McNally, Criado é uma das melhores formas de o filme exibir o formato 3D. “Ele literalmente tem um aquário de cabeça e, sempre que o vemos, temos refrações e reflexos muito detalhados. Isso, para mim, em relação ao espaço, faz com que seja extremamente interessante olhar para ele. É como se estivéssemos olhando através de uma lente de aumento, e há diversas estranhas ondulações e distorções.” Mas com tantos recursos em 3D, é preciso tomar cuidado para não exagerar, como explica o chefe de efeitos David Lipton: “Às vezes, pensávamos: ‘Não seria legal se algo viesse direto na câmera?’ Mas aí considerávamos a experiência do espectador. Não queríamos exagerar. Queríamos manter o público imerso na história. Algo saltando da tela tende a arrancar o espectador do filme.” Nos EUA, o filme chegou a liderar as bilheterias por algumas semanas, até ser desalojado do topo por Harry Potter e as Relíquias da Morte.


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