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Sessões solenes marcam aniversário da cidade

Sabemos o quando em nosso dia-a-dia nos utilizamos de comparações. Se vamos comprar uma roupa, colocamos uma peça perto da outra e comparamos, buscando a resposta de qual é a mais bonita, mais moderna, mais resistente, etc. Quando refletimos sobre um projeto que desenvolvemos, seja profissional, seja pessoal, comparamos. Comparamos o que havíamos planejado com o que realmente aconteceu. É a análise plano versus real. Apontam os desvios, as mudanças que ocorreram, o que possibilita ações mais objetivas e direcionadas para o que se pretende. Esta análise comparativa é muito importante. Grande número de pessoas não a faz, perdendo a oportunidade de aprender e aprimorar-se com as próprias experiências. Quando você olha seu orçamento pessoal ou familiar, verifica que precisava de “x” e entrou menos “y”, você está comparando. Observar o que levou a redução da entrada, observar tudo que compôs o valor que era necessário e cruzar essas informações é a análise comparativa. As conclusões serão muito orientadoras para a confecção dos próximos orçamentos e principalmente para a orientação do que fazer, atuando onde é possível atuar. Por exemplo: Se a entrada é fixa (salário), é preciso agir sobre a saída. Deverá haver diminuição de gastos. Se a entrada é variável (ganho comissionado) pode-se estabelecer novas estratégias para melhorar as vendas, repetindo-se a análise ao final do mês e se aprimorando em seus planos e ações. Mas, nem todas as comparações são benéficas. Uma das maiores fontes de infelicidade se encontra enraizada nelas, nas comparações. Pais que, tentando usar bons exemplos, vivem comparando um filho com o outro, e o que conseguem é desenvolver neles uma grande revolta e mesmo uma raiva pelo “irmão modelo”. Vivemos uma época mercantilista, onde o alimentar nas pessoas o desejo de ter sempre o que há de melhor, de mais moderno, de mais e mais é intensa. Alimentam a constante comparação não só de produtos, mas o mais triste, de pessoas. O jovem que ama sua namorada, alguém faz um comentário crítico sobre a beleza dela, ele começa a ver aquilo como uma deficiência, está criada a insatisfação. Ele a ama. Ela o ama. Mas não consegue mais parar de compará-la às outras jovens, sentindo-se até diminuído por namorar alguém que, por exemplo, tem um dente torto, tem alguns quilos a mais ou a menos, não correspondendo aos padrões modelos, etc. A mocinha, foi gozada porque seu namorado não tem um carro, ou até tem, mas não é o mais moderno, sente-se diminuída e começa então a cobrar do rapaz o que ele no momento não pode lhe dar. Se não acintosa e diretamente, passa a ter comportamentos onde a rejeição se instala. Críticas injustificadas fazem-nos ficarem infelizes. Não mais desfrutam do prazer da companhia um do outro, o estarem juntos passou a ser muito “pesado”, até que acaba acontecendo o rompimento. Mesmo ela arrumando novo namorado e com um “carrão”, ela não é feliz e não sabe a origem dessa infelicidade. Tinha-se um bom carro, mas comparado com o do fulano, não era nada. Foi e comprou um modelo igual ou superior ao do outro. Pronto. Todos os passeios, as saídas de final de semana, os restaurantes ou choperias acabaram, corte nas compras de supermercado, talvez precise fazer mais horas extras. O novo carro está na garagem, quando ele terminar de pagar o carro e puder voltar a fazer tudo que se privou, o carro já terá alguns anos, existirão outros mais modernos e sofisticados, na comparação estará perdendo de novo e o ciclo se repetirá. A roupa dela é mais bonita que a sua. Pode ser, mas goste e valorize a que você tem. Você não é menos por conta disso. O salário dele é muito maior que o seu. Ótimo. Você pode fazer algo que não está fazendo para melhorar o seu? Então faça. Se não pode, reconheça que o que você ganha tem tanto valor ou mais do que o que outros ganham. Usar a comparação como forma de constatações pode ser útil, nos move para frente, mas se for para deixar rastros de infelicidade, ela estará sendo apenas um instrumento do orgulho e da inveja. Dê valor a quem você é. Dê valor ao que você tem. Elimine as comparações que lhe priva de desfrutar suas vitórias. Sempre haverá alguém com mais.


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