Indaiatuba

Telefonia volta a liderar ranking de reclamações

O playboy Britt Reid de Seth Rogen é um garoto rico que cresce achando que teve seu potencial reprimido pelo pai rigoroso, James Reid (o sempre ótimo Tom Wilkinson de Conduta de Risco), dono de um jornal investigativo e influente, e por isso vive na gandaia. Quando James morre repentinamente, Britt fica sem saber o que fazer, até que descobre o motorista e mecânico da coleção de carros do pai, responsável pelo café que ele tomava todas as manhãs sem saber quem preparava. Kato começa mostrar suas habilidades tecnológicas e marciais e, após uma brincadeira idiota de Britt que os coloca nas manchetes, os dois resolvem entrar no ramo de combate ao crime à bordo do Beleza Negra, uma fortaleza sobre quatro rodas equipada com diversas armas. O problema é que todas as atividades ilícitas da cidade passam pelo poderoso mafioso Chudnofsky, primeiro trabalho de Christoph Waltz após a consagração de Bastardos Inglórios, um bandido sanguinário que usa uma automática com cano duplo. Para saber como e onde agir, Britt precisa da ajuda de sua esperta secretária Lenore Case, vivida pela já citada Cameron Diaz. Há aqui uma evidente referência ao Homem de Ferro. O playboy bêbado e irresponsável, que vira herói graças a equipamento tecnológicos e depende de sua secretária – interpretada por uma grande estrela loira – para resolver os problemas. Só que Rogen não é Robert Downey Jr., e a imaturidade do personagem, que poderia ser um enfoque interessante, torna-se maçante e irritante. Infelizmente, nem Jay Chou é Bruce Lee, e aí vem outro problema sério. O cantor não tem o estofo necessário para ser o verdadeiro herói por trás do palhaço de máscara verde. O papel exigiria um Jet Li 10 anos mais jovem. Até mesmo o sabidamente competente Waltz patina como vilão, já que o filme fica entre a comédia pastelão e de ação, e o diretor não encontra o tom certo para o ator. Gondry, que fez a fama com filmes cabeças, mostra-se perdido com a superprodução e condescendente com as exigências dos investidores, fechando o filme com uma gigantesca sequência de destruição sem nenhuma lógica. Para mim, assistir ao filme só valeu pela cabine de imprensa realizada no Imax do Shopping Bourbon Pompeia. Além da rara chance, para nós, da roça, de assistir um lançamento nacional antes de escrever sobre ele.


Fonte:


Notícias relevantes: