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MMP também muda para cidade vizinha

Pelo menos em Hollywood, este é o ano do Brasil. Velozes e Furiosos 5 é a segunda superprodução americana ambientada no País, mais especificamente em seu principal cartão- postal: o Rio de Janeiro. Além da animação que leva o nome da cidade dirigida pelo carioca Carlos Saldanha – e que ainda está em cartaz – falta ainda à primeira parte da conclusão da Saga Crepúsculo: Amanhecer, em que os protagonistas Bella e Edward fogem como se fossem ladrões de carro-forte ou mafiosos italianos. O trio remanescente do Velozes e Furiosos original, Brian (Paul Walker), Dom (Vin Diesel) e Mia (Jordana Brewster), vem parar no Brasil, onde eles precisam fazer um último trabalho para ganhar sua liberdade. Para isso, eles precisam montar uma equipe para orquestrar um roubo de US$ 100 milhões. Dom e Brian precisam confrontar um empresário corrupto que quer vê-los mortos, além do agente federal Lucas Hobbs, que está na caça do trio. Além das exóticas – para eles – locações no Rio e dos carrões incrementados que são a marca registrada da franquia, o filme tem como chamariz o confronto dos brucutus carecas Vin Diesel e Dwayne “The Rock” Johnson, que interpreta o tira durão que quer prendê-los. Depois de assistir à cena da luta, o cantor e ator Chris “Ludacris” Bridges, que repete seu papel em + Velozes e + Furiosos, decretou: “Você tem Dwayne ‘The Rock’ Johnson contra Vin Diesel. Não houve nada tão grandioso desde King Kong contra Godzilla. Ponto final.” Após ter estourado há 10 anos com Velozes e Furiosos, e em seguida com Triplo X, Diesel resolveu que não seria ator de franquia, e caiu fora das duas continuações de seus sucessos, mas fez A Batalha de Roddick, sequência de Eclipse Mortal, que filmou antes de virar um astro. A decisão se revelou um erro monumental, e após uma série de trabalhos mais ou menos ruins, resolveu voltar ao papel de Dom em Velozes e Furiosos em 2009, reunindo-se a Walker, Jordana e Michelle Rodriguez do filme original, resultando em um novo sucesso de bilheteria que reergueu a marca. Agora já fala até em voltar a ser o agente Xander Cage. Ex-campeão do WWF, o telecatch americano, Dwayne Johnson também estreou promissoramente no cinema há 10 anos como o mudo Escorpião Rei em O Retorno da Múmia, tanto é que repetiu o personagem no crossover O Escorpião Rei, agora com falas. Só que seu tipo brutamontes saiu de moda nos filmes de ação depois de Jason Bourne. Paul Walker foi escalado para o Velozes e Furiosos para virar o astro, só que o filme foi “roubado” por Diesel. Na verdade, sobrou pouca vida para ele fora da franquia dos carros velozes, da qual ele só não participou da terceira parte, Fúria em Tóquio, classificado atualmente pelos produtores como um “desdobramento do enredo principal”, por não ter nenhum personagem principal da franquia. Apesar de ter crescido no Rio e Janeiro e falar português fluente, Jordana Brewster vai dar uma de gringa no filme, já que sua personagem é irmã de Vin Diesel e namorada de Paul Walker, e não tem raízes brazucas. Promessa de estrelato no início da década passada, a filha da ex-modelo Maria João deu um tempo na carreira após Velozes e Furiosos para se formar em Yale. Sobrou para a espanhola Elsa Pataky, de Serpentes a Bordo, interpretar uma policial tupiniquim que ajuda The Rock a perseguir a gangue de Diesel. Outra beldade presente no filme é a israelense Gal Gadot, repetindo a personagem Gisele de Velozes e Furiosos 4. O vilão da história é o português Joaquim de Almeida, que já foi o Sherlock Holmes da versão para o cinema do livro O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, numa das escalações mais idiotas já feitas. Em Hollywood – para onde ele foi pela primeira vez em 1987 levado pelos irmãos Taviani para fazer Bom dia, Babilônia – ele se especializou em fazer bandidos latinos. O taiwanês Justin Lin dirige um filme da franquia pela terceira vez consecutiva.


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