Indaiatuba

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A onda de furtos de veículos no Distrito Industrial de Indaiatuba, principalmente nas áreas próximas a Rua Antonio Barnabé, uma das principais vias do local, vem causando medo nos funcionários que trabalham nas empresas localizadas nas proximidades. Os criminosos não têm hora para agir e, seja dia ou à noite, eles se aproveitam da insegurança no bairro para furtar veículos. O torneiro mecânico Denivaldo Alves de Souza, de 51 anos, foi uma das vítimas de furto. Ele chegou ao trabalho na manhã de quinta-feira, dia 26 de maio, e estacionou seu veículo no lugar que costumava deixar nas vezes que ia ao trabalho de carro. “Sempre deixo estacionado na mesma vaga e quando voltei na hora do almoço o carro não estava mais lá”, lembra. “Fiquei desesperado com a ausência do veículo onde eu tinha deixado, nunca tinha sido furtado na vida, foi um choque para mim”. A maior decepção do torneiro mecânico é que o mesmo raramente ia trabalhar de carro. Para poder conservar o veículo e por morar perto do Distrito Industrial, Souza optava por ir ao trabalho de bicicleta. “Nesse dia mudei de transporte porque levaria o carro na manutenção, justamente na hora do meu almoço”, diz indignado. “Daqui pra frente vou continuar indo trabalhar de bicicleta”. Mesmo com o seguro já acionado, o torneiro mecânico lamenta a insegurança no local. “Encaminhei todos os documentos para ser ressarcido pela seguradora. Mas fico triste, pois foi algo que trabalhei muito para juntar dinheiro e poder comprar. Sem falar de toda dor de cabeça e burocracia que se passa para adquirir um automóvel”. A analista de custo Juliana Martins Souza Freitas, de 26 anos, confirma que a região não é segura. Mesmo não tendo sido vítima de furto, ela, que deixa um automóvel estacionado na Rua Antônio Barnabé todos os dias entre 7h e 18h garante que falta segurança para os funcionários que possuem veículos. “Não fico pensando se meu carro está ou não estacionado onde eu deixei porque o veículo tem seguro. Mas sei que aqui sempre acontecem furtos”, declara. Juliana informa que em alguns dias faz hora extra na empresa e, como sai mais tarde, já no período noturno, o medo de assalto é inevitável. “Sempre fico receosa porque os porteiros não têm uma visão clara do local onde normalmente deixamos os veículos. E eles também não trabalham armados”, diz. Apesar de não ter sido uma das vítimas de furto na via pública, a analista de custo se sensibiliza com as demais pessoas que foram alvos de criminosos. “Tenho vários amigos onde eu trabalho que tiveram seus carros furtados. Acredito que precisa ser revista a segurança aqui no Distrito, com melhoria na iluminação e até mesmo a criação de um posto da Polícia Militar no local”. Um porteiro de uma empresa existente na região, que não quis se identificar, garantiu que o local vem sendo alvo de criminosos. Segundo o funcionário, os furtos acontecem com mais intensidade durante o dia, período em que a maioria dos porteiros estão distraídos com a rua e atentos a entrada e saída de carros e caminhões nas empresas.


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