Indaiatuba

Paróquias celebram o Dia de Nossa Senhora Aparecida

Um dos fatores que desencadeiam tantos suicídios, na aparente solução dos problemas que estamos vivendo, é a vulgarização da vida. Se buscarmos o significado de vulgar, encontramos: Comum, frequente, ordinário, trivial. Baixo, íntimo, reles. Que não se distingue dos seus congêneres; medíocre, ordinário. Que não é expressivo; que não é significativo; que não revela condições de talento. Que não se recomenda por caráter algum de nobreza ou de distinção. Pessoas agem segundo suas crenças e se veem desrespeitados, humilhados até por outros que, com essas atitudes de não reconhecimento, vão minando o que pode ser chamado de vontade para se enfrentar a vida. Vocês sabem como se faz para que as pessoas percam seus referenciais? É só massacrá-los persistentemente. Observem a banalização do sexo. Relacionem com as apresentações intensivas, ostensivas e até agressivas de cenas de sexo. No início sente-se uma indignação enorme, após algum tempo tornou-se normal. É moderno e atual ser liberal total. Olhem como os valores familiares estão sendo minados a cada momento. Atender os desejos que se sente mesmo que se esteja traindo, é amplamente difundido. Valores como honestidade, respeito a si mesmo, respeito ao próximo, nada disso é mais cultivado em um sentido coletivo. Como a divulgação é muito forte pelos vários tipos de mídia, estas distorções prevalecem sobre aqueles que os cultivam, mas permanecem no obscurantismo da não divulgação. Quando valores não são respeitados, alguns se sobrepõem sobre uma maioria que não detém o poder e o que prevalece é o sentimento de humilhação e desrespeito total. O sentimento gritante é o “Eu não valho nada”. O que leva a pessoa a sentir isso é o raciocínio de que se valessem essas coisas não aconteceriam com ela. Mas esta desvalorização da vida até chegar ao suicídio passa por muitos estágios. Da apatia ao vício, hoje mais caracterizado no crack, substância que em segundos tira o usuário de um estado de consciência para sua perda do sentindo de realidade (da consciência), as pessoas sentem-se desorientadas, sem referências, agem sem identificarem valores que justifiquem o agir diferentemente. Muitos já devem ter percebido que quase sempre retomo a importância dos pais na formação de seus filhos, enquanto pequeninos. Revoltem-se aqueles que se sentirem ofendidos, mas não posso falsear uma das maiores origens de nossos problemas atuais. Valores desqualificados pelo intenso e agressivo desrespeito a eles e sem nenhum obstáculo para aqueles que assim agem, vão fragilizando e exaurindo as energias que impulsionam o existir. Estou falando da impunidade em todos os meios, todos os setores de nossas vidas. Quando valores não são respeitados, ocorre uma grave alteração entre a ligação valores e personalidade. Personalidade é o conjunto de características que compõe nossa forma de nos apresentarmos ao mundo nos vários papéis que representamos: pai, mãe, marido, mulher, filho, filha, amigo, amiga, funcionário, funcionária e assim por diante. Quando a personalidade sobre a ação de “bombardeamento” gera como consequência não só o enfraquecimento da vontade manifesta, mas e principalmente, a interiorização que leva ao rompimento da integração do ser no mundo. Apatia, cuidar apenas do mínimo necessário para se viver, ter uma postura do “dane-se o resto”, torna-se uma constante. “Se der “zebra” também comigo? Dane-se. Não estou nem aí”. Isso pode ser evitado, Mais do que isso, deve ser evitado. Não deixe que o que lhe é importante seja vulgarizado. Acredite em seus valores e trate-os com desvelo e amor, não se preocupe se tentarem ridicularizá-lo. Seja firme em seus propósitos. Seja você mesmo.


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