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O Homem do Futuro chega aos cinemas brasileiros esta semana, tentando ser outro sucesso de bilheteria. Wagner Moura é Zero, um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atrás foi humilhado pelo grande amor da sua vida, Helena, vivida por Alinne Moraes. Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia, volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo 20 anos mais jovem e “corrigir“ os erros de sua própria vida. O diretor e roteirista Cláudio Moraes confessa que usou como ponto de partida seu filme anterior, o sucesso A Mulher Invisível. “Ele nasceu especificamente de uma cena onde Selton Mello contracenava com ele mesmo e denunciava o mecanismo pelo qual a mulher invisível aparecia. Percebi que ali tinha um assunto interessante para trabalhar e queria fazer um filme onde um mesmo ator contracenasse com outras versões dele próprio”, explica. Não é difícil entender a vontade de dar uma espécie de continuidade para A Mulher Invisível, que além do êxito de bilheteria rendeu a Torres ainda uma minissérie na Globo. “Quando um filme consegue atingir a plateia e alcançar bons resultados de bilheteria, o ciclo do cinema se fecha. Nem sempre isso é possível, mas quando acontece é incrível. É como uma cachaça que pude experimentar em A Mulher Invisível. O público comungou com o filme. É uma sensação inebriante e te faz querer senti-la novamente. Escrevi O Homem do Futuro pensando num filme que caísse no gosto do público e atingisse sim a audiência”, confessa. Tanto é que ele escalou outro ator da moda para o papel principal (antes Selton Mello e agora Wagner Moura) e um objeto de desejo nacional para ser seu interesse romântico (Luana Piovani em 2009 e Alinne Moraes agora). “Assim”, prossegue o diretor, “surgiu à premissa deste novo filme, a de um cara que viaja no tempo e encontra com ele mesmo vinte anos mais novo”. Neste encontro, ele conta para si mesmo tudo o que irá acontecer no futuro com o propósito de se tornar rico e reconquistar o amor perdido. “É uma premissa bem clássica que mexe com a história do paradoxo do tempo existente em vários filmes, séries, livros e revistas em quadrinhos da qual me apropriei para fazer este filme”, avalia. Torres também alinha as referências que usou em O Homem do Futuro. “É uma junção dos seriados que passavam nas tardes de quando era criança como o Túnel do Tempo, Perdido no Espaço e Jornada nas Estrelas. Depois vieram De Volta para o Futuro1, 2 e 3; O Exterminador do Futuro 1, 2, 3 e 4; Peggy Sue; O Efeito Borboleta; A Dona da História de Daniel Filho e A Máquina do João Falcão. É possível perceber para quem tem mais de 40 anos que o figurino do Wagner é uma mistura de Buck Rogers com o professor Robinson de Perdido no Espaço, já Alinne tem o figurino inspirado em Barbarela. O astro Wagner Moura conta que foi convidado para o papel há aproximadamente dois anos. “Antes mesmo de ler o roteiro já fiquei a fim de fazê-lo, pois sou fã do trabalho do Cláudio e queria muito trabalhar com ele. Depois que li, gostei mais ainda. O Homem do Futuro é o tipo do filme que não se faz no Brasil há uns cinco anos. É uma comédia romântica com ficção científica, extraordinária. Fazer parte deste momento da cinematografia brasileira onde filmes de diversos gêneros estão sendo produzidos é muito bacana. Portanto, a alegria que tive de trabalhar neste projeto superou minhas maiores expectativas”, relata. Alinne Moraes recorda que foi convidada para o filme de forma inusitada. “Nós nos conhecemos em uma premiação, onde ele fora representar sua mãe, a Fernanda Montenegro. Eu estava terminando a novela Viver a Vida junto com Maria Luisa Mendonça, sua esposa, que também está no filme. Acredito que por sua mulher fazer parte do elenco da novela ele teve a chance de observar o meu trabalho. Mais ou menos um mês depois desse encontro ele comentou que para interpretar a Helena, que por algum motivo não poderia mais ser a Ana Paulo Arósio, eu seria perfeita para dar vida ao personagem. Fiquei muito feliz, ainda mais depois de ler o roteiro incrível e engraçado. Quando soube que teríamos também o Wagner fiquei mais contente ainda”, recorda.


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