Indaiatuba

1ª Vara Cível de Indaiatuba sofrerá intervenção do TJ-SP

Quantos de nós pensamos que somos os donos de nossas vidas, mas na verdade apenas somos reagentes do que ela nos traz? Após anos de dependência dos pais, preparo para entrar na vida de cabeça e darmos então rumo ao que sempre dissemos querer enquanto dependentes e ainda sem total autonomia para direcionarmo-nos, chega então o momento de liberdade total. Ou seria o longo período de martírio, pois a partir de então as decisões foram deixadas em nossas mãos. Uma simples pergunta que para o incauto parece ser óbvia a resposta: “É claro que eu faço.” A observação e a experiência têm revelado que não. Grande número de pessoas faz sim uma única escolha: a de deixarem que a vida decida por elas. Não deixa de ser uma escolha, o que garante a responsabilidade de cada um pelo que vive. Querem um exemplo simples? A procrastinação, o deixar para depois. Há uma situação de débito que deve ser tratada com o credor, seja banco, loja ou mesmo um conhecido. Sabe-se que não haverá recursos financeiros na data do vencimento. Nada é feito para resolver o assunto. Neste caso, negociar uma nova data. Não ocorre a quitação, a divida é protestada, gera-se grandes e complexos danos materiais e também pessoais e depois se diz: “Não pude fazer nada, eu não tinha dinheiro”. Lógico que podia ter feito. Raramente uma instituição financeira deixa de renegociar prazos. Há sim um custo financeiro, mas será o de menor valor frente aos transtornos que agora a pessoa irá ter. Lojas ou pessoas físicas também querem receber e farão de tudo que for viável para não fecharem as portas ao recebimento. O namoro está indo de mal a pior. Brigas constantes superando os momentos de harmonia e compreensão. Conflitos e cobranças fazendo com que o sentimento fique ferido e a dor se instale na maioria do tempo que estão juntos. Por medo de ficar só, ou mesmo por outra razão qualquer, apoia-se na ideia de que após o casamento tudo se resolverá; o que sabe que não é verdade, e deixa sua vida virar um caos, agora já com filhos na relação, tudo muito mais complicado e eis que a relacionamento acaba. Na maioria das vezes em separações dolorosas e inclusive litigiosas. Deixou com que a vida tomasse a decisão por ela. Reflita sobre os custos. O emprego não está bom. Não é só uma questão salarial, em boa parte das vezes este ponto até é satisfatório, atrapalhando inclusive o raciocínio e a tomada de decisão. Com a desculpa de que tudo poderá se resolver em breve, ou “Há de aparecer algo melhor”, mas não sai em busca, vai-se protelando as decisões e de repente vem a “bomba”: demissão pura e simples em momentos que menos se esperava e que inclusive havia comprometimento do salário em negociações feitas. Ai escuta-se: “Troquei o carro e logo depois iria procurar novo emprego”; “Reformei a casa para ai então ir à luta” e assim por diante. Muitos se deixam dominar pela insegurança do futuro e se agarram aos fiapos do presente. Fiapos sim, pois a vida já deu todos os indicativos de que a “corda” está rompendo, só poucos e fracos fios ainda mantêm a ligação existente. Faça suas escolhas. Não seja alguém que apenas reage aos acontecimentos da vida. Veja o que depende de você e faça acontecer. Muitas pessoas quando percebem a situação da empresa tornar-se desfavorável, sinalizando com um futuro incerto, iniciam um movimento imediato de preparo para tempos de contenção, assim como buscam novas oportunidades e possibilidades antes mesmo de se chegar ao ponto final. Fazer suas escolhas significa ler os sinais que a vida lhe apresenta e tomar decisões. Mentira o que muitos afirmam: “Eu não posso fazer nada, tenho filhos para criar” e outras defesas mais. Tudo se pode fazer. Nem tudo se deve fazer. Diferenciar uma da outra é a grande sabedoria do ser humano. Quando se fala em zona de conforto não se refere ao dito ao pé da letra, muitos se sentem confortáveis no sofrimento conhecido, evitando ao máximo novas situações. Não temer sair da zona de conforto. Ousar, ir à luta. Direcionar sua vida, não permitindo ser levado pelas conduções da vida. Quando não se espera as coisas acontecem.


Fonte:


Notícias relevantes: