Indaiatuba

Vários bairros registram falta d’água

Trinta monitoras da creche Professora Silvia Lúcia Silva Pinto, no Jardim São Conrado, conveniada da Prefeitura, cruzaram os braços na manhã de ontem, dia 10. A paralisação por tempo indeterminado foi justificada pelas más condições de trabalho que as funcionárias estariam enfrentando desde março. As profissionais denunciam que estão com salários atrasados e faltam alimentos e materiais de higiene para atender as crianças. Apoiadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Indaiatuba, as funcionárias votaram pela paralisação, na manhã de ontem, até que a precarização do trabalho seja solucionada. Pelo menos 120 crianças ficarão sem atendimento no decorrer desta semana. De acordo com as profissionais, problemas na unidade começaram a ser enfrentados em março, com a piora nos últimos meses. Desde sexta-feira, dia 7, elas aguardam o pagamento referente ao salário de setembro, e não têm previsão para recebimento. Em março deste ano, elas enfrentaram a mesma situação do atraso nos vencimentos, que voltou a acontecer antes das férias coletivas no mês de julho, em que as profissionais só receberam após retornar às atividades. Além dos atrasos, cinco profissionais tiveram o cheque do pagamento devolvido pelo banco, por falta de fundos. Os processos foram registrados em meses diferentes por cada funcionária, que acreditam que a administradora não mensura o pagamento feito para as profissionais. “Acho que eles vão pagando tudo com cheque e depois quando vão ver já não tem fundo no banco”, comenta uma funcionária que prefere não se identificar. Outra reclamação das profissionais é referente ao vale-cesta de R$ 76 que elas recebem mensalmente. No mês de setembro, as profissionais não receberam o vale, que foi pago apenas no dia 6 deste mês, em forma de uma cesta básica no valor de R$ 57. As funcionárias criticaram a mudança do vale para a cesta básica, assim como a diminuição do benefício sem aviso prévio. “Antes a gente tinha o cartão e podia ir ao mercado comprar o que quisesse. Sem falar que a cesta é mais barata”, ressalta outra monitora. Em caso de faltas, as profissionais que cobrem o trabalho somam o dia trabalhado no banco de horas. O que as profissionais reclamam é que a direção impede que elas tirem as horas quando mais necessitam.


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