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Campo Bonito - Candidatos Titulares ou Cônjuges Idosos

Dois meses de espera. Este é o tempo que o operador de empilhadeira Marcelo Pereira Silva, de 34 anos, está esperando para receber o prontuário de sua mulher, que morreu no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). A agente de proteção Aline Aparecida Franco, de 27 anos, faleceu no hospital no dia 4 de outubro e desde então o documento não foi entregue. Aline faleceu no Haoc, em decorrência de um acidente de trânsito três dias antes. O acidente aconteceu por volta das 5h30 do dia 1º de outubro. Aline seguia com sua motocicleta em direção ao Aeroporto Internacional de Viracopos, quando na altura do quilômetro 65, em frente ao Jardim Fernanda, o motorista de um Gol teria cochilado e acabou colidindo contra a traseira da moto dirigida pela agente de proteção. Após a morte da companheira, Silva confirmou que deu entrada requerendo o prontuário no Serviço de Arquivamento Médico (Same), departamento que fica dentro do Haoc, e que é responsável pelos prontuários. A intenção, segundo o operador de empilhadeira, era conseguir o documento para anexar nos processos para indenização trabalhista e de seguro de vida. Para a surpresa do operador de empilhadeira, o tempo de espera foi além do informado anteriormente a ele. “Falaram que iriam me ligar quando estivesse pronto, o que não aconteceu. Depois fui lá e a supervisora do Same, identificada por Camila, pediu para eu esperar mais dez dias”, lembra. “Após novo tempo de espera, voltei lá e a mesma pessoa disse que não iria mentir mais. Eles não encontraram o prontuário, não garantiam que iriam localizá-lo, e que eu poderia até mesmo procurar um advogado e levar o caso à Justiça”, conta. Ainda na busca pelo documento, Silva relata que na última sexta-feira, dia 9, retornou ao hospital e foi atendido por outra pessoa, identificada apenas como “doutor Mota”. “Ele me explicou tudo o que aconteceu com a minha mulher no período em que ficou internada. Mas disse a ele não que estava interessado em saber, apenas gostaria de receber o prontuário e não adiantava ficar me explicando a causa da morte dela, não vai trazê-la de volta”, conta. O operador de empilhadeira conta ainda que por diversas vezes os profissionais ficavam perguntando por quê ele queria o documento, como se não fosse direito do familiar.


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