Indaiatuba

Movimento nas rodovias promete ser intenso no final de semana

Eis que chegamos novamente há mais um Natal. Data Cristã e de grande repercução, para muitos expressa o quão rápido o ano se foi. É verdade. O tempo passa inexoravelmente, não depende de nossa vontade e não se submete à vontade de ninguém. Há os que dizem controlar o tempo. Sabem como? Eles controlam suas atividades dentro do tempo, determinam o que vão fazer durante o tempo que está passando. Dito mais adequadamente, eles sabem usar o tempo. Neste período a grande maioria se permite manifestar uma sensibilidade que deveria estar aflorada durante todos os dias do ano, não apenas nesta época. Deveriamos praticar mais a compaixão: “Compreensão amorosa de uma limitação temporária de alguém”. Sim, um dia você irá perceber isso ou aquilo e então irá mudar sua forma de ser. Hoje ainda não consegue. Deveríamos usar mais da benevolência, não só com os outros, mas conosco também. Significa “boa vontade para com alguém. Complacência, indulgência.” Não significa permitirmos a irresponsabilidade ou sermos irresponsáveis. Sermos tolerantes significa entendermos que como humanos nós podemos falhar, mas acima de tudo, imediatamente buscarmos a correção. Significa também e principalmente não sermos seres punitivos. Então um dos fortes impactos desta data é a avaliação de nossas realizações. Avaliar não é buscar coisas que não deram certo para usar da punição e do castigo. “Deixa estar que a avaliação está chegando”, diz o chefe ao seu subordinado, como forma de colocar medo, manipular, pressionar. Se seu conceito de avaliação se encaixa nisso, então o corrija. Avaliar é comparar o que esperávamos que acontecesse e o que realmente aconteceu para identificarmos os desvios e os acertos, corrigindo os primeiros e alimentando os segundos. É ponderarmos sobre os passos dados. Avaliar não é julgar, mas buscar a constatação das ocorrências, dos fatos e olhá-los sob a luz da imparcialidade. Por que tudo isso? Porque outros natais irão chegar. É o tempo fazendo seu percurso interminável. As realizações são tudo o que fazemos dentro deste período delimitado entre um natal e outro. O curso que se quer fazer. João disse a alguns anos que queria fazer engenharia, mas sempre teve motivos que o impediram: o cansaço, a distância, o dinheiro. Acabou de receber o convite de formatura de seu amigo e colega de sonho, Pedro. O sonho de estudarem engenharia surgiu de uma conversa sobre o que gostariam de fazer. João só sonhou, Pedro realizou. Pedro tinha todas as dificuldades de João, com a agravante de ter uma filha com sérios problemas de saúde. Ele fez o curso levando um ano e meio a mais do que o previsto. Concluiu. Todos podemos ser João ou Pedro. É preciso escolher e assumir a própria escolha. Quando as dificuldades são muitas e são reais, estabeleça objetivos pequenos e próximos, mas faça. Vai do aprender a fazer um doce ao jantar para receber alguns amigos. Vai do curso rápido de pintura à viagem tão esperada e paga em 12 vezes. Mas faça. Escreva tudo o que gostaria de fazer. Depois reflita sobre tudo que quer fazer. A diferença é que nós nos dedicamos ao que queremos, portanto, dedique-se e busque alternativas, não cultive desistências. Quem quer as coisas de forma fácil, mesmo quando as consegue não dá muito valor. Passe um espanador na preguiça e comece o que quer, haverá o momento em que terá concluído e sentirá a satisfação de ter realizado. Não importa a idade, se quinze, trinta ou setenta anos. Importa estabelecer metas que possam ser realizadas e então persegui-las. Inicie e conclua o que começou. Assim como hoje muitos estão sorrindo pelos resultados obtidos, você também estará nos próximos natais. Boas festas a todos.


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