Indaiatuba

Equipe do Sangue Cidadão promove ações no Polo Shopping neste sábado

PROJETO

Hoje, a partir das 10h, o Rotary Club de Indaiatuba, em parceria com a Organização da Sociedade Civil (OSC) Gabriel estarão no Polo Shopping com o projeto Sangue Cidadão. A ação será realizada em frente à farmácia Drogasil (também parceira) e tem o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a fidelização da doação de sangue.

O evento também pretende lembrar o Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro. “Desde o seu lançamento, o projeto Sangue Cidadão tem demonstrado ser o modelo ideal para estimular a população a doar, pois nós fazemos o papel de sensibilizar a população nas escolas, empresas e espaços públicos para fidelizar doadores”, explica Maria Inês de Carvalho, presidente da Gabriel.

O Sangue Cidadão foi lançado na cidade no final de julho e surgiu da necessidade de se organizar uma rede permanente de doadores de sangue, a fim de atender a campanhas emergenciais, ou seja, quando faltar determinado tipo sanguíneo nos hemocentros públicos. “Todos os dias vemos na região os baixos estoques de sangue nos hemocentros. Estamos nos aproximando de um período extremamente crítico, que é o final de ano, em que sempre acontece dos estoques chegaram a níveis críticos”, alerta Maria Inês.

Por isso, os idealizadores do Sangue Cidadão estão empenhados em trazer para Indaiatuba um posto fixo de coleta; além disso, eles incentivam o cadastramento de medula óssea e a doação de órgãos como gestos de solidariedade que salvam vidas.

 

Senhas restritas

Para concretizar o plano de trazer o posto fixo à cidade, o grupo colheu diversas assinaturas e pretende entregar o abaixo-assinado ao prefeito. “Para aqueles que doam com frequência, sabem como isso é necessário”, complementa Maria Inês.

É o caso da comerciante Edinea Estrioli, de 51 anos, que precisa trabalhar no sábado de manhã e possui tempo reduzido. “Assim que li a reportagem anterior sobre o assunto, me identifiquei, pois tenho comércio e não consegui fazer a doação na última campanha por causa do horário restrito”, conta. “Antes, os guardas da portaria [da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec), onde acontecem as campanhas fixas] entregavam senhas mais cedo, então, quem já estava no local conseguia doar sangue rapidamente; porém, agora não tem mais esse esquema e passar a manhã inteira de sábado ali é bem complicado”, aponta Edinea.

A comerciante diz ainda ser uma doadora fiel e que ficou muito frustrada em não conseguir participar da campanha de 31 de outubro. “É uma pena! Deixamos de contribuir para salvar uma vida”, lamenta.

 

Consciência e ação

A partir das 10h até as 20h de hoje, a equipe do projeto Sangue Cidadão estará no Polo Shopping para disseminar informações e esclarecer dúvidas sobre doação. Além disso, serão efetuados testes de glicemia e pressão arterial, cadastros para rede solidária de doadores de sangue e plantão de esclarecimentos sobre a doação de órgãos e tecidos. “É importante citar que o tecido retirado do doador tem prazo de validade curto; por isso, torna-se imprescindível a existência de estoques renovados frequentemente, e não só em campanhas eventuais”, salienta Maria Inês.

São parceiros da ação: Rotaract e Interact Club Indaiatuba, Drogasil, Polo Shopping, Laboratório Dra. Edna Jaguaribe, Ciesp, Token, Acenbi, Projeto Base e Unimed Campinas.

 

Potencial
Segundo informado pela organização do Sangue Cidadão, na última campanha do Hemocentro da Unicamp em Indaiatuba, muitos não conseguiram doar, pois a partir das 9h40, as 200 senhas disponíveis já haviam sido distribuídas. “Após a triagem, somente 141 efetivaram a doação”, informa Roberta dos Santos, responsável pela captação de doadores do Hemocentro.
Os dados revelam que aproximadamente cem pessoas retornaram sem conseguir pegar a senha; das 200 pessoas que estavam com senhas, 183 aguardaram a triagem e 17 desistiram de esperar. Entre as 141 doações realizadas, 94 foram pela primeira vez (66%). “Isso é uma prova de que temos potencial para fidelizar doadores, mas, para isso é necessário maior disponibilidade de horário, o que seria perfeitamente possível se tivéssemos um posto fixo”, reforça Maria Inês.


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