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Reunião do Conselho discute destinação de resíduos verdes

AMBIENTAL

No final da tarde de quarta-feira, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) promoveu sua 78ª reunião ordinária. Na pauta do dia, entre outros assuntos, foi discutido o envio de detritos verdes na área do aterro sanitário.

O tema chamou a atenção devido a grande quantidade de restos de podas de árvores que são direcionados ao aterro. “Este procedimento não é correto, pois o acúmulo de detritos verdes no aterro pode diminuir o tempo de vida útil do local”, afirma Tarcísio do Carmo Condini, presidente do Comdema.

Segundo ele, os galhos retirados das árvores devem ser encaminhados ao aterro sanitário, pelo pessoal do Cata Bagulho. “Ali, este material passará pelos picadores, onde serão processados”, esclarece Tarcísio. “A reunião teve o intuito de criar um meio de conscientização para que os jardineiros particulares deem um destino correto aos detritos; eles têm tido muito trabalho nos últimos meses e o número de resíduos verdes tem sido grande”, complementa.

Aproveitamento total

Adriano Mayoral, diretor do Meio Ambiente, explica que 100% dos resíduos verdes coletados separadamente são aproveitados. “O trabalho é executado em um espaço dentro das dependências do aterro, com a ajuda de dois picadores. Em seguida, o material vira compostagem e é utilizado na adubação de praças e parques, plantios, jardinagens e também na reforma de campos.”

O presidente do Comdema lembra ainda que, ao misturar os detritos verdes com o material orgânico (lixo comum), a possibilidade de reciclagem e criação de adubo é eliminada, o que impacta no meio ambiente. “A mistura desses materiais pode reduzir o tempo de vida útil do aterro”, observa.

Vida útil

Os lixões, especialmente nas grandes cidades, necessitam de um gerenciamento integrado, envolvendo várias formas de atuação, como a redução do lixo orgânico, aterros sanitários, compostagem, incineração e reciclagem.

O lixo que vai para o aterro é colocado em valas forradas com lonas plásticas, compactado e recoberto com uma camada de até 30 centímetros de terra. Os gases e o chorume gerados pela decomposição são coletados e tratados para não causar mau cheiro, nem contaminar o lençol freático. Entretanto, os aterros possuem vida útil relativamente curta, em torno de dez anos.

Lição de casa

A população também pode e deve contribuir para a redução do lixo orgânico e a despoluição do ambiente. “Sempre que fizer a poda de uma árvore, não coloque galhos e troncos em sacos de lixo, pois serão levados pelo lixeiro e depositados no aterro”, diz o jardineiro Antônio Sousa. “Tem que separar tudo o que for tirado do jardim e deixar na calçada para o Cata Bagulho; aí terão destino certo”, completa.

Antônio fala ainda que antes não tinha conhecimento do processo e acreditava que os resíduos verdes poderiam ser depositados em terrenos vazios, pois não teria problema. “Agora percebo que não é bem assim; dividindo o lixo direitinho estamos ajudando a preservar a Natureza, para nós e nossos filhos”, finaliza.


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