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Produtos para a ceia de Natal tiveram aumento de 20%

CONSUMO

Os consumidores que gostam de manter a tradição da ceia de Natal já podem preparar a lista dos itens, a fim de encontrar produtos de qualidade que caibam no bolso. A alta do dólar fez disparar os preços dos importados, entretanto, há atalhos para fugir dos custos elevados e preservar a tradição familiar.

Desde outubro de 2014, a taxa do dólar subiu 60%, ultrapassando os R$ 4. Este aumento expressivo, logicamente, se reflete nos itens mais procurados para a ceia de Natal, importados em sua maioria, com preços em torno de 20% mais altos. Entre os principais estão o panetone, os queijos, as frutas secas e/ou cristalizadas e as bebidas, como champanhe e espumante.

João Antônio de Souza Junior, gerente comercial de uma grande rede de supermercados na cidade, aponta que produtos sazonais (de época) como as castanhas, nozes e amêndoas são todos importados. “Em função da alta do dólar esses itens tiveram o aumento médio de 40%”, comenta. “Os panetones e chocotones subiram entre 6% e 8%; o mesmo ocorreu com a linha de peru, chester e tender, que também estão 6% mais caros. Já os espumantes e vinhos tiveram acréscimo de 16% nos preços; e as cestas de Natal aumentaram 5%”, cita João. Os percentuais informados foram comparados com o mesmo período de 2014.

Ofertas

Em alguns supermercados os consumidores contam com ofertas que podem garantir a ceia de final de ano, como é o caso do Sumerbol. O gerente comercial João Batista Alves ressalta que conseguiu negociar bebidas como whisky, vinhos e cervejas a preços antigos. “Quando fizemos o pedido havia estoque nas importadoras e conseguimos minimizar o impacto aos consumidores. Os preços tiveram pouca variação, entre 5% a 10%”, aponta.

João Batista prossegue dizendo que o movimento está estável, igual ao ano passado. “Esperávamos um crescimento de 15%, que ainda não aconteceu. Apostamos que mais próximo do Natal as pessoas venham buscar os itens”, argumenta.

Dinheiro curto

Mesmo com a crise, é possível investir um pouco mais em uma ocasião como o Natal; porém, o dinheiro tem sido curto para o brasileiro, e a melhor alternativa continua sendo a pesquisa de preços.

O estudante Luiz Henrique Novaes diz que, no momento, está só checando os preços. “Estão bem altos”, observa. “Com certeza, comprarei menos itens do que em 2014, principalmente o peru, o chester e as bebidas, como o vinho e o champanhe”, completa. Ele fala ainda que alguns itens não podem faltar na ceia, como as frutas cristalizadas, o panetone e as aves, mas pretende fazer substituições. “Se eu levar o peru, deixo o chester; ou, se levar o champanhe, o vinho não vai”, declara Luiz.

A consumidora Ana Paula Freitas, do Bairro Itaici, conta que costuma manter a tradição da ceia, que este ano será mais magra. “Gosto muito das frutas cristalizadas, mas os preços me assustaram um pouco”, exclama Ana.

A psicóloga Natasha Bartowsky, do Jardim Pompéia, mostra as embalagens das frutas natalinas e garante que consegue preços menores em São Paulo. “A diferença de lá para cá é muito grande; a amêndoa, por exemplo, está com uma diferença de R$ 50; a Castanha do Pará aqui está quase R$ 40 mais cara. Só vou conseguir organizar a ceia se buscar esses itens fora”, conclui.

Setor está otimista

Embora o momento atual da economia seja de atenção e os economistas orientem os consumidores a ‘apertar o cinto’, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) prevê um desempenho estável das vendas do Natal. A pesquisa elaborada pela equipe de economia da entidade apontou um crescimento de 0,4% no faturamento do setor, em comparação ao ano passado.

“Mesmo considerando o momento econômico difícil do Brasil, acreditamos que a tradição das festas de Natal e Réveillon impulsionem o consumo nos supermercados”, argumenta. Ele informa que as encomendas das empresas do segmento para as indústrias continuam, apesar dos volumes serem menores.

Segundo a pesquisa da Apas, espera-se um aumento nas vendas das frutas secas de 3,4% e de 4,2% da cerveja. Os peixes, o peru e o tender, além dos vinhos nacionais, deverão apresentar queda real nas vendas deste final de ano.

A pesquisa de Natal da Abras foi realizada entre 28 de setembro e 23 de outubro, por meio de questionário eletrônico respondido pelas principais redes de supermercados do Brasil.


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