Indaiatuba

Reorganização afeta sete escolas da cidade

Um serviço básico e que deveria ser disponibilizado por direito para todo cidadão. Esta é a definição de como deveria ser a atividade dos Correios nas cidades brasileiras, mas que na prática não vem ocorrendo em um bairro local. O Jardim Portal do Sol, situado a cinco minutos do Centro, não conta com o serviço de entrega de correspondências. O bairro, com aproximadamente 1,2 mil moradores, surgiu há cinco anos e nunca contou com a visita de um carteiro. Os moradores contam que a única possibilidade de uma correspondência chegar em alguma residência é por meio do Sedex 10, um serviço que também é prestado pelos Correios, mas que conta com um valor bem acima de um serviço de postagem simples. Os residentes relatam que as dificuldades são infinitas sem a presença do carteiro nas ruas do bairro. Para conseguir pagar a fatura de telefone, o morador precisa acessar a internet para conseguir imprimir o boleto. Mas tal decisão de tentar solucionar o problema por intermédio do computador gera uma nova “dor de cabeça”. Assim como os problemas no recebimento de cartas, o bairro é carente de outros serviços básicos, como transporte, sistema de telefonia e também internet. “Aqui não temos internet banda larga, só via rádio e 3G, que não são serviços de qualidade. Com isso, não é possível a retirada da via de um boleto ou fatura. A solução encontrada é tentar acessar internet no local de trabalho”, relata a funcionária pública Luciana dos Anjos Silva Fanger, de 27 anos. Outra solução encontrada pelos moradores para conseguir receber as correspondências é passar o endereço da casa de um amigo ou parente, que resida em outro bairro. Luciana coloca em suas correspondências o endereço de uma casa, de propriedade de seu marido, no Jardim Itamaracá. “Como conheço a inquilina, confio em deixar que as cartas sejam entregues lá. Mas logo ela sairá da casa e, com a possibilidade de um desconhecido alugar a residência, terei que rever esta questão”, declara. Contar com a ajuda de parentes foi a opção encontrada pela família da estudante Beatriz Gonçalves dos Santos, de 12 anos. Representando a mãe e a avó, que juntas moram no Portal do Sol há dois anos, a jovem conta que todas as correspondências vão para a casa do tio no Jardim Morada do Sol. Mesmo ainda jovem, viver sob essas condições é “estressante” segundo a estudante. “É uma situação revoltante para nós e para meu tio, pois sempre um ou outro tem que se deslocar para levar as correspondências. Esperamos que, por ser ano de eleição, esta situação possa ser resolvida em 2012”, observa. Luciana se diz indignada e não acreditar que um bairro que não é afastado da área central possa ter tantos problemas de infraestrutura. “Não consigo entender quais são as dificuldades, já que estamos próximos aos grandes centros”, declara.


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