Indaiatuba

Alunos ainda demonstram resistência em deixar o local onde estudam

A Diretoria Regional de Ensino de Capivari esteve em Indaiatuba, na última segunda-feira, para um novo encontro com estudantes e pais. O objetivo foi o de ampliar o espaço e participação de todos no processo de reorganização das escolas estaduais de São Paulo.
A ação também foi promovida em outras regionais, visando atuarem em conjunto com os alunos na liberação de algumas escolas ocupadas e restabelecimento das atividades letivas. "Em Indaiatuba não houve nenhuma escola invadida", aponta a dirigente regional de ensino, Deise Regina de Godoy Bresciani. "Visitamos algumas unidades escolares do município para fornecer explicações adicionais sobre a reorganização por ciclos", emenda.
Assim como foi comentado em reportagem anterior, Deise reforça que o principal obstáculo em relação à reorganização está na resistência dos alunos em deixarem as escolas onde estudam. "Eles têm apego ao ambiente escolar, e nós entendemos isso. Porém, trata-se de uma determinação estadual para todas as instituições e certamente não iria agradar todo mundo", justifica.
A dirigente comenta ainda ter notado que muitos estudantes foram influenciados por professores insatisfeitos. "Percebemos a influência de alguns docentes sobre determinados grupos de alunos, que têm demonstrado resistência aos nossos argumentos; eles simplesmente não querem sair e pronto", lamenta Deise.
Ela acrescenta que a Diretoria Regional tem recebido apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) da cidade. "O respeito e consideração dos líderes da Apeoesp de Indaiatuba têm sido fundamentais neste período de transição, enquanto nos outros municípios os sindicatos lideram as invasões nas escolas", lembra Deise.

Grito de guerra

Na escola Professora Maria de Lourdes Stipp Steffen, Jardim Marina, cerca de dez alunos organizaram um movimento de protesto à reorganização feita pelo governo estadual. Uma das estudantes que integram o grupo garante que eles não proíbem ninguém de frequentar as aulas. "Nós vamos para a escola no horário normal, damos nosso grito de guerra e fazemos alguns cartazes, que são distribuídos nas salas e no pátio", conta a jovem.
O professor Felipe Maropo diz que não é só a reorganização escolar que preocupa, mas também o decreto promulgado pelo governo Alckmin, que restringe a contratação de concursados na rede estadual. "Eu lecionava na escola Milton Leme do Prado e fui impedido de continuar o trabalho por causa do decreto", lamenta.

Manifestação é positiva
A reorganização das escolas proposta pela Secretaria Estadual da Educação visa a segmentação dos alunos por faixa etária, possibilitando que eles estudem em instituições dedicadas ao público da sua idade.
Segundo a Secretaria, o diálogo foi promovido em 38 unidades de ensino e atendeu a 38 mil estudantes. Para o secretário Herman Voorwald, o diálogo é essencial em qualquer processo de mudança. "As manifestações de alunos por maior participação na rotina de suas escolas é algo inédito e muito positivo. Mas não podemos deixar que o movimento se sobreponha ao direito de aprender e estudar da grande maioria", ressalta.

 


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