Indaiatuba

Prefeitos avaliam efeitos da crise econômica na região

Os gestores municipais da Região Metropolitana de Campinas (RMC) se reuniram na segunda-feira para discutir possíveis soluções para a crise econômica brasileira. O Conselho de Desenvolvimento Metropolitano organizou a reunião no auditório da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em Campinas.

A proposta do encontro foi a de buscar saídas que garantam a eficiência na prestação do serviço público, apesar dos municípios estarem com menos arrecadações e mais despesas. "A economia nunca esteve em situação tão crítica como agora", opina o prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB). "Os recursos dos governos Estadual e Federal não têm sido suficientes para atender às demandas e os orçamentos dos municípios ficam ainda mais comprometidos".

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, também presidente do Conselho, explicou que a mobilização tem o intuito de elaborar um documento com propostas a serem apresentadas aos governos, assim como a deputados, câmaras municipais, Ministério Público, além dos tribunais de Contas e de Justiça.

Além da discussão sobre a crise, os gestores aventaram ainda a possibilidade de uma paralisação, com o intuito de alertar a população sobre o déficit orçamentário dos municípios. Boa parte deles irá fechar o ano no vermelho, e empurrar para 2016 as contas que deveriam ser pagas agora.

Segundo apurado, os prefeitos ainda não definiram uma data para a paralisação; esta é apenas uma das ações planejadas na tentativa de minimizar os impactos da crise financeira. Ainda assim, o prefeito de Indaiatuba não concorda com a paralisação das prefeituras. "Acredito que o movimento deva tomar outra direção. Não é fazendo greve que iremos mostrar nossa insatisfação - isso deixa o governo em situação confortável -, mas sim, por meio de uma boa administração", reflete. 

No vermelho

A maior dificuldade apontada pelos prefeitos foi a redução na arrecadação pelos municípios, referentes a impostos e repasses financeiros do Estado e da União para custeio de serviços básicos. "Muitas cidades não conseguiram cumprir a folha de pagamento e declaram não ter dinheiro para pagar os servidores em janeiro", ressalta Reinaldo Nogueira. "Esta questão sempre foi prioridade para mim; em segundo lugar, vem o pagamento dos fornecedores. Estamos em dia e já pagamos o 13º salário, além de termos o pagamento de janeiro garantido", acrescenta.

Nogueira acrescenta que o orçamento para Indaiatuba já foi aprovado e que os números têm base na realidade do município. "Nosso orçamento é bem pé no chão, o mais perto possível do real. Muitos gestores fazem o planejamento financeiro contando com recursos vindos do governo e, quando isso não acontece, não conseguem cumprir a meta e entram no vermelho. Por isso, costumo trabalhar com orçamento baixo - nessa hora, o gestor deve ser mais técnico do que político", argumenta o prefeito.

Porta-vozes

Os deputados estaduais e federais não compareceram à reunião e receberam críticas. Eles também deverão receber documentos com solicitações de maior participação, no sentido de atuar como porta-vozes das prefeituras. O encontro abordou ainda a violência contra a mulher, com a apresentação da campanha internacional HeForShe (ElesPorElas), feita pela promotora de justiça, Dra. Gabriela Prado Mansur. Ela falou aos prefeitos sobre a mobilização promovida pela ONU Mulheres, que visa agregar os homens como defensores e agentes de mudança na luta pelos direitos das mulheres. 

 


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