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Escritora frisa distanciamento devido à alienação digital

A alienação digital é uma realidade na sociedade atual. Preocupada com este fato, a escritora campineira Adelisa Silva publicou um artigo em seu blog. No texto, ela aborda a questão frisando o distanciamento."Este assunto tem chamado minha atenção há algum tempo; e depois de ver uma reportagem na TV percebi que é mais grave do que pensava", conta Adelisa. "A matéria falava sobre uma mulher, na faixa dos 30 anos, que estava completamente alienada em relação ao mundo real. Ela permanecia conectada quase 24 horas e havia perdido o contato com parentes e amigos", lembra a escritora, que também manifestou seu horror ao fato de o virtual se sobrepor ao mundo real."Os celulares, tablets e afins tomaram o lugar das conversas. Ninguém mais conversa olhando no olho...", diz um trecho do texto de Adelisa. "Pessoas que saem de férias têm a capacidade de ficar teclando em seus celulares à beira da piscina, na praia...", continua a autora. Ela revela que a inspiração para o texto veio da observação de como as pessoas estão se tornando alienadas virtuais, de um modo geral. "Conheço muita gente que não larga o celular, e isso me incomoda muito. Vejo nos restaurantes, por exemplo, famílias ali reunidas, cada uma com seu aparelho eletrônico, em seu próprio mundo. Elas não se falam!", lamenta.Adelisa finaliza seu artigo relembrando um tempo em que as pessoas tinham relacionamentos concretos e as amizades eram iniciadas em pontos de ônibus, filas de bancos e de supermercados. "(...) trocávamos não só ideias, mas até receitas (...) Porque naquele tempo, conversávamos de verdade! (...)." O texto pode ser lido na íntegra no blog da autora: http://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com.br/. Esse tal de WhatsappNão é só a escritora campineira que se mostra preocupada com o comportamento social frente ao mundo digital. A empregada doméstica Neusa Soares também se declara indignada com o uso abusivo do celular que tem observado em seu cotidiano. "Os mais jovens não largam o celular de jeito nenhum. Dentro do ônibus, por exemplo, ou eles estão dormindo com o aparelho na mão e fones no ouvido, ou estão teclando no tal do Whatsapp", critica. "Por isso tem tanto roubo de celular, pois ele fica sempre à vista", espeta Neusa.

(Adriana Brumer Lourencini)


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