Indaiatuba

Exame não mostraria total inaptidão

A realização do exame e a identificação de substâncias psicoativas não constitui por si a inaptidão do motorista à renovação ou à habilitação nas categorias C, D e E, como ressalta o próprio Detran.SP. O cidadão pode ter utilizado medicamentos que tenham em sua composição algum elemento detectado pelo exame, por exemplo. Por esta razão, a quantidade e a duração do uso identificadas no exame deverão ser submetidas à avaliação de um médico credenciado pelo órgão, que emitirá um laudo final de aptidão do candidato. "A principal crítica à obrigatoriedade do exame toxicológico de larga janela de detecção para consumo de substâncias psicoativas volta-se ao fato de a obrigação não encontrar paralelo em qualquer outro país como forma de política pública direcionada à redução de mortes no trânsito. De fato, não há qualquer evidência científica de que a obrigatoriedade da realização desse exame durante o processo de habilitação ou de renovação tenha algum impacto positivo na redução de lesões e mortes no trânsito", ressaltou o presidente da Abramet, José Heverardo da Costa Montal.

ACA

Questionado sobre a decisão, o presidente da Associação dos CFC's e Autoescolas (ACA) de Indaiatuba, Alexandre Coutinho, informou que a medida é uma novidade e que nenhum comunicado oficial por parte do departamento foi realizado."É uma novidade para nós", disse Coutinho. "Consultei o site do Detran e não foi publicado nenhum comunicado ou portaria sobre este assunto. O nosso sindicato está em recesso e voltará no dia 4 de janeiro", completou, justificando o porquê não poderia comentar a decisão. (Leandro Povinelli)


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