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Júlia acredita na quebra das barreiras do preconceito

Sobre sua tendência natural em ajudar a quem necessita, Júlia salienta a atitude observada em muitas pessoas durante as ações de caridade. "Percebi que muita gente nos acompanha nas atividades sociais com o intuito de aparecer. Vi isso no velório do pai do Gabriel - era nítido que algumas pessoas estavam ali só para se mostrarem, posando para fotos. Não havia qualquer consideração pelo sentimento de tristeza do menino ou da família dele", lamenta.

Apesar da pouca idade, Júlia Toledo já consegue assimilar o conceito de fazer o bem, a despeito de todos os obstáculos e resistências. "Certa vez, um morador de rua teve todas as suas coisas roubadas: roupas e pequenos objetos, incluindo uma Bíblia. Fomos até lá para levar alimento a ele, mas ele só chorava por causa da Bíblia e nem quis se alimentar", lembra. "Ele ficou tão triste por terem levado o livro sagrado que eu não aguentei e fui atrás de outra Bíblia para ele. A alegria do homem em ter de volta um presente tão simples compensou qualquer esforço", relata.

Por fim, Júlia reforça que as dificuldades existem para quem está na trilha do bem, onde há, inclusive, resistência das pessoas em relação aos que fazem esta opção de vida. "Ficamos sabendo de muitas histórias: de tristeza e desolação, de bêbados, drogados, esquecidos... Se formos nos prender somente aos acontecimentos, não faremos nada! Temos de vencer as barreiras do preconceito e pré-julgamento; só assim seremos capazes de atitudes certas no combate à miséria e injustiças", finaliza.


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