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Troca de presentes deixa lojistas otimistas

Este foi o pior Natal para o varejo desde o ano de 2003, revela uma pesquisa do Serasa Experian. Os dados mostram a queda nas vendas de 6,4% em todo o Brasil. Entretanto, um fator bastante comum, as trocas de presentes pós-Natal, trouxe novas oportunidades de negócios para os lojistas.

O final de ano geralmente é uma fase de muita correria, em que as pessoas se preparam para visitar ou receber os parentes em casa, vão a eventos de confraternização e ainda têm de pensar nos presentes. Por isso, nem sempre a escolha é acertada, e no dia seguinte ao Natal já tem início a maratona para trocar os itens que ganharam - seja porque não gostaram ou por não terem servido.

O sócio-proprietário da Vizzent Calçados, Edson Arnaldo Zerbini, afirma que as trocas representam de 10% a 20% dos presentes adquiridos nas lojas. "Neste ano o volume se manteve dentro da normalidade, como em outros anos", aponta.

"Neste ano houve muitas trocas", comenta a vendedora da Gran Tropical Center, Edna Viana. "Especialmente no sábado, logo depois do Natal, entre 80% e 90% do movimento de clientes foram referentes às trocas dos presentes", continua. A gerente de vendas da loja, Gabriela Tomitake, confirma a informação da vendedora e complementa dizendo que, somente na segunda-feira, foram feitas mais de 340 trocas. "O período de trocas continua até o dia 10 de janeiro, pois muitos clientes estão viajando", lembra.

A consumidora Eliana Melo, do Jardim Primavera, que estava na loja para trocar uma camiseta que o filho Rafael ganhou, diz que é comum isso acontecer. "O Rafa tem quatro anos e está crescendo muito rápido; os tios e avós acabam se confundindo no tamanho das roupas que dão para ele", revelou a mãe com bom humor. "Deixei para fazer a troca no início da semana, pois imaginei que no sábado logo depois do Natal estaria uma loucura. Aproveitei para levar o Rafa também, assim não teve erro", conclui Eliana.

Nova chance

Aqueles que veem a semana das trocas como cansativas e improdutivas estão enganados e podem estar perdendo ótimas chances de vendas, aponta a gestora de varejo, Fabíola Paes. "Há tanta preocupação antes do Natal: promoções, ofertas, decoração, preparação das embalagens, assim como a contratação e treinamento da equipe, a reposição de mercadorias, entre outras providências. Mas, e o pós-Natal? Raros são os estabelecimentos que compreendem a importância e a oportunidade em incrementar as vendas com bom atendimento das trocas depois do Natal e orientam seus vendedores a darem o máximo de si com cada troca", chama a atenção. "Uma troca bem feita, com atendimento que concentre nas necessidades do cliente e aposte na venda casada, pode render bons retornos imediatos, como aquisição de mais peças do que apenas a da troca, e gerar um relacionamento duradouro para a loja".
A vendedora Edna Viana, por sua vez, fala que metade dos consumidores aproveitou o momento da troca para levar mais itens da loja. "Eu procurei tirar vantagem da ocasião para mostrar outras peças que acabaram atraindo a atenção dos clientes, o que aumentou um pouco mais o faturamento, que este ano ficou abaixo do esperado", relata.


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