Indaiatuba

Passagem de linha metropolitana sobe 10%

As tarifas dos ônibus da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão mais caras a partir de hoje. Ao todo, 158 linhas que atendem os municípios sofreram o reajuste de 10,39%. Segundo a empresa, o aumento fica pouco abaixo da inflação medida pelo IPC-Fipe, de 10,49%.

Para os usuários de Indaiatuba, as linhas que terão reajuste são com destino a Campinas, Vinhedo, Aeroporto Internacional de Viracopos, Monte Mor, Cardeal e Americana.

A passagem de Indaiatuba a Campinas subiu de R$ 4,60 para R$ 5; para os usuários que usam o ônibus apenas até o Aeroporto, a passagem passa de R$ 4 a R$ 4,35. Para quem seguir até Vinhedo, o valor passa a ser R$ 5,15; antes a passagem era R$ 4,75. Para os usuários da linha que segue de Indaiatuba a Monte Mor, a passagem aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,15. Já os passageiros com destino a Americana passam a pagar R$ 6,45. Antes, o valor era R$ 5,85.

No bolso

Na rodoviária local, o reajuste afeta principalmente os usuários da linha com destino a Campinas. Para a técnica em enfermagem Ligia Pansan, 25 anos, o aumento é inevitável, mas irá afetar sua renda. "Eu vou todos os dias para Campinas porque trabalho lá e o vale-transporte sai do meu bolso e, com certeza, esse aumento vai interferir no meu gasto mensal", conta. "Se a empresa oferecesse um serviço de qualidade, o reajuste seria justo, mas a situação é precária, os ônibus atrasam, muitas vezes os cobradores nem têm troco, precisam melhorar o serviço", pede.

A dona de casa Rosa da Silva, 55 anos, que faz tratamento médico na cidade vizinha, também sente no bolso o aumento da passagem. "É difícil esse aumento, ainda mais que estou sem trabalhar e não tenho salário. A crise está aí e o pouco que aumenta já faz diferença pra mim, que vou sempre a Campinas, onde faço tratamento médico", reclama, lembrando que já tentou solicitar um passe, mas sem êxito.

Da mesma opinião compartilha o aposentado João carvalho, 55 anos, que também questiona o aumento. "Está cara a passagem e é difícil para quem sempre vai a Campinas", opina. "Tudo teve aumento: água, luz, telefone, agora o ônibus, e o salário do brasileiro é baixo. Fica difícil cobrir estes reajustes", analisa.

Já para a gerente de vendas Raissa Santana, 24 anos, o aumento pode acontecer, desde que seja justo. "Tem que se pensar nos dois lados: o reajuste é justo quando é para aumentar o salário dos funcionários da empresa e melhorar a qualidade do serviço; já para o usuário é ruim porque pesa no bolso", conclui.


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