CPFL alerta sobre o perigo de pipas nas proximidades de redes elétricas

Indaiatuba

CPFL alerta sobre o perigo de pipas nas proximidades de redes elétricas

SEGURANÇA

No período de férias escolares é comum que haja um aumento da presença de pipas nos céus da cidade. No entanto, apesar de parecer uma simples brincadeira, é necessário que haja um planejamento para que a qualidade no fornecimento de energia não seja comprometida por conta dos brinquedos, que podem enroscar em fios e cair em subestações, causando acidentes graves e interrupções no fornecimento de energia.
De acordo com informações da CPFL Piratininga, que atende 27 cidades no estado de São Paulo, já foram registrados 1.300 desligamentos pela utilização das pipas próximas às redes elétricas, no período de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, com uma média de 102 clientes afetados por ocorrência. No final do período de férias deste ano, em fevereiro, a empresa vai divulgar os números atualizados de casos de desligamento provocados pelo uso indevido do brinquedo.
“Os desligamentos causados pelas pipas poderiam ser evitados se alguns cuidados fossem adotados”, disse a Companhia, via assessoria de comunicação. “É importante escolher um local longe da fiação elétrica, como campos abertos e parques, preferencialmente áreas planas, fugindo do entorno de rodovias ou das avenidas de intenso movimento, evitando inclusive os atropelamentos”, completou.
Outra preocupação também existe em relação ao papel utilizado, pois o papel alumínio, ou mesmo papel laminado, são condutores elétricos. Enroscadas nos cabos da rede elétrica, muitas pipas continuam a causando interrupções meses depois de terem sido perdidas. Isso ocorre porque a linha, enrolada nos cabos elétricos, se torna boa condutora de energia quando chove.

Acidentes
“A tentativa de resgatar uma pipa enroscada na fiação pode provocar desligamentos no fornecimento de eletricidade e causar acidentes com vítimas”, explicou a CPFL. “Subir em telhados ou postes para recuperar o brinquedo representa risco de choque, assim como tentar removê-lo com canos ou bambus. Não é indicado soltar pipas quando estiver chovendo ou com relâmpagos, pois elas funcionam como para-raio, conduzindo energia. Também é perigoso brincar em lajes, porque qualquer distração pode causar uma queda”.

Cerol
Com a prática das pipas, também fica em evidência o uso do cerol, que consiste em uma mistura de cola, limalha e vidro moído. Popularmente conhecido como ‘cortante’, no Estado de São Paulo, utilizar cerol é considerado crime, e sua formulação pode conter limalha de ferro, que provoca curtos-circuitos e choques elétricos. Em Indaiatuba, a multa para quem for pego com o material pode chegar a R$ 212,15. Quem for flagrado vendendo a linha ‘cortante’, no entanto, também recebe uma multa de R$ 1.057,50 e tem alvará do estabelecimento cancelado.

Segurança
As pipas sempre devem ser empinadas longe de rede elétrica e de preferência em espaços abertos como praças, parques e campos de futebol. Isso evita acidentes e interferências na qualidade do fornecimento de energia elétrica, serviço telefônicos e em antenas. Por segurança, deve-se evitar, também, soltar pipas em canteiros centrais de ruas, avenidas ou rodovias, locais onde existe fluxo de veículos, para que não sejam registrados atropelamentos.
Além disso, é necessário ter cuidado com ciclistas e motociclistas, já que acidentes acontecem porque as linhas, geralmente, não podem ser vistas. Por fim, caso a pipa enrosque nos cabos elétricos, é melhor desistir do brinquedo. Subir em postes para recuperá-las representa risco elevado de choque, assim como tentar removê-las utilizando madeiras, canos ou bambus.
“Muitos dos acidentes e interrupções no fornecimento de energia poderiam ser evitados se fossem adotados cuidados básicos. Esses conselhos podem contribuir para que um número maior de pais e responsáveis pelas crianças contribuam com a solução desse problema. Seja respeitando as regras, seja alertando sobre os riscos as pessoas que ainda insistem em praticar a brincadeira de maneira insegura”, finalizou a Companhia.


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