Indaiatuba

Prefeitura inaugura a Central de Ambulâncias sem Samu Regional

Foi inaugurada hoje, dia 25, a nova Central de Ambulâncias do município. O prédio sediará somente a central local, sem o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional, que deveria ser integrado no mesmo local. O projeto regional existe desde 2009, mas, sem repasse de recursos, ainda não saiu do papel.

A Central de Ambulâncias ficará no mesmo prédio das farmácias Unificada e de Alto Custo e da Central de Transportes Sanitários, ao lado da UPA-24h, onde funcionava o Ambulatório de Pediatria. A inauguração está marcada para segunda, às 8h30, após investimento de R$ 221.450,07 do município.

A antiga área da central, na Avenida Visconde de Indaiatuba, será demolida. Segundo o secretário de Saúde, José Roberto Stefani, o prédio está muito antigo e não poderá ser reaproveitado. "Essa mudança dá mais condições de trabalho para nossos funcionários", afirma.

Quanto à implantação do Samu Regional, o chefe da Saúde local lamenta a situação. "Vejo em outros estados que o governo ajuda neste sentido e aqui, não temos esse repasse, que é fundamental para viabilizar o projeto", diz. "Estávamos esperando para inaugurar a central junto do Samu, mas como ele não acontece, não pudemos esperar".

Um levantamento feito no final de 2014 mostrava que o investimento necessário para o Samu funcionar na região - Indaiatuba, Vinhedo, Valinhos, Jaguariúna e Campinas - era de R$ 6.593.253,07, sendo que 28,33%, ou seja, R$ 1.868.278 seria custeado pelo Ministério da Saúde. O restante seria de responsabilidade dos municípios e do Governo do Estado.

Na falta dos recursos estaduais, as Prefeituras teriam que assumir 71,67%, sendo R$ 1,62 per capita, o que ultrapassaria o total de R$ 374 mil mensais para Indaiatuba, já que dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a cidade passou dos 231 mil habitantes em 2015. "Não podemos tirar dinheiro de outros lugar para colocar neste serviço, então não teria como custear o Samu dessa forma", garante o secretário. E quanto à divisão por munícipes, Stefani revela que já foi descartada. "Com todos pagando o mesmo valor por habitante, um sairia prejudicado para que o outro fosse beneficiado, então chegamos ao consenso de que não daria certo".

O projeto

O projeto para implantação do Samu Regional consiste numa parceria entre os cinco municípios, onde cada um manteria suas ambulâncias e recursos humanos, além de uma estrutura do Samu, em números estabelecidos de acordo com o tamanho do município.

O Ministério da Saúde repassaria a verba para compra de ambulâncias, dentro da Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências do Sistema Único de Saúde (SUS). Campinas passaria a ser uma Central Regional de Regulação Médica do Samu 192 - Regional de Campinas, com atendimento pelo número exclusivo e gratuito 192. Assim, quando o munícipe de uma das cidades envolvidas ligar para o número 192, os médicos do Samu, em Campinas, atenderão a ligação e farão os encaminhamentos e tipo de atendimento.

A proposta era de que Indaiatuba tivesse três viaturas socorristas básicas, uma viatura de suporte avançado para casos mais graves e profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos e motoristas.

O projeto foi apresentado em 2009 e o acordo foi assinado em julho de 2012. A intenção, à época, era de que os trabalhos começassem no início de 2013.

A central

O projeto de reforma do prédio incluiu adaptações para as novas funções, inclusive com um reforço na rede elétrica, manutenção geral e pintura. O prédio fica na Rua Carlos Alberto Garcia, 28.
O município possui hoje dez ambulâncias, que trabalham dando e recebendo apoio das unidades de resgate do Corpo de Bombeiros, principalmente em caso de acidentes.


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