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Qualificação profissional é um diferencial

É verdadeiro dizer que a crise político-econômica pela qual o País atravessa é a grande vilã do desemprego que vem crescendo em todos os setores. Entretanto, não é o único. A Tribuna fez uma rápida pesquisa sobre o assunto, e os dados coletados revelaram que fatores comportamentais e de qualificação profissional influenciam, e muito, na hora de conseguir uma vaga.

"Nosso ramo de atuação sempre encontrou dificuldades em achar profissionais capacitados; por isso, investimos bastante neste quesito", comenta Luís Fernando Delbelo, do ramo de serralheria e comunicação visual. O empresário, porém, ressalta que o maior problema não é a falta de capacitação técnica, mas sim, de habilidades intelectual e emocional. "Hoje, as pessoas parecem ter perdido o senso, o foco; elas buscam remuneração alta, mas não querem trabalhar", declara.

Delbelo garante ainda que existe emprego, e que sua empresa está aberta a novos talentos. "Se eu tiver um candidato com conhecimentos e comprometimento, com certeza teremos um lugar para ele aqui em nossa empresa".

Para o empresário, a habilidade mais importante em um colaborador é o comprometimento; e como pior característica ele cita a mentira e a omissão. "Com o tempo, vamos percebendo aquele funcionário que se esquiva, esconde informações importantes e não está alinhado com a filosofia da empresa. Este, certamente, não vai conseguir se manter no mercado por muito tempo", assevera.

Bom senso é tudo

Se por um lado, as mídias sociais aproximam as pessoas e facilitam a comunicação, inclusive, empresarial, para muitas empresas, ela representa um 'ladrão de tempo'. Isso porque há pessoas que ainda não conseguem separar o profissional do pessoal, e acabam desperdiçando horas de trabalho em atividades alheias, o que pode ocasionar até demissão.

"Nós criamos um código de ética para que pudéssemos oficializar a proibição de mídias sociais para fins particulares durante o expediente", esclarece Delbelo. "A gente entende que as regras só existem para regulamentar as situações onde faltou o bom senso. Ninguém consegue ser produtivo se estiver com a cabeça em outro lugar", completa.

Ele fala também que a punição para quem não respeitar as regras atinge diretamente o salário e o próprio sucesso profissional do empregado. "Além do salário, nós oferecemos uma bonificação para quem não tiver nenhuma falta. Como trabalhamos com grupos, se um membro do grupo faltar ou romper as regras, todos os outros sofrerão punição. É uma forma de incentivar o espírito de equipe e zelar pelo bom andamento do trabalho", observa.


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