Indaiatuba

População reclama de falhas no Cata Bagulho

O serviço do Cata Bagulho tem deixado a desejar em alguns bairros, conforme denúncias da população. Em muitos casos, itens são deixados para trás e há moradores que afirmam que raramente o caminhão passa em suas ruas.

"Desde o ano passado que as coisas estão aqui na calçada. Chegamos a ligar na prefeitura, porque tinha muita tranqueira", conta a doméstica Edna de Moraes, que mora na Rua Onze de Junho, região próxima ao Jardim Primavera. "Até pouco tempo atrás tinha também coisas dos vizinhos. Vários objetos foram levados, mas fico preocupada porque vândalos já atearam fogo no material que fica nas calçadas", revela.

A moradora afirma que o Cata Bagulho promete passar pela região, mas isso não acontece. "Faz um bom tempo que eles não vêm", comenta ela, apontando para os diversos itens em frente à sua residência e para um colchão velho, deixado na calçada da frente. "Quando ligamos, eles falam que temos de agendar; eu nunca vi isso, de ter que agendar o Cata Bagulho", exclama.

Pela metade

Situação similar vive a aposentada Lúcia Helena Peres, do Jardim Pau Preto. Ela diz que deixou uma caixa de isopor e uma persiana quebrada, que não foram levados pelo pessoal do Cata Bagulho. "Eles retiraram apenas alguns pedaços de madeira que deixei junto, e disseram que o isopor e a persiana seriam levados pelo caminhão de lixo. Além disso, de acordo com os vizinhos, na rua lateral também havia um colchão que eles não levaram", complementa Lúcia Helena.

A moradora comenta ainda que, no dia seguinte, a persiana não estava mais lá, e ela acredita que algum catador tenha levado. "Os pedaços de isopor foram recolhidos pelo caminhão de lixo, que passou aqui no dia seguinte. Não acho isso certo, pois o isopor contamina o meio ambiente", lamenta.

A aposentada ressalta que nunca teve problemas e tem o hábito de reciclar tudo o que pode a fim de facilitar o trabalho dos servidores públicos, além de não causar mais poluição. "Não sei porque eles deixam alguns objetos - pode ser falta de orientação ou má vontade mesmo", sugere.

Cronograma

Em nota, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Semurb) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que conta com duas equipes de Cata Bagulho. Uma delas atua com datas pré-estabelecidas, no cronograma que faz a retirada de madeiras, pneus, objetos, móveis velhos, que são levados para o aterro sanitário para a destinação específica. Os materiais só deverão ser colocados na calçada (e não em terrenos baldios), um dia antes da data marcada pela Secretaria. Vale lembrar que a operação não faz a retirada dos entulhos de construção.

A segunda equipe retira materiais recicláveis como o isopor e outros que não podem ir para o aterro sanitário, para que não haja o descarte de forma errada. Esta é acionada mediante ordem de serviço após a passagem do primeiro grupo. A Tribuna questionou sobre o tempo estimado para que esta segunda equipe passe pelo local, já que no caso do Jardim Pau Preto, por exemplo, os itens ficaram da manhã de segunda até a noite de terça-feira na calçada, quando o caminhão de lixo os retirou, mas, até o fechamento desta edição, não havia tido retorno.

Para o serviço do Cata Bagulho, a Secretaria dividiu a cidade em 23 setores. O material resultante de podas de árvores de dentro de propriedades, limpeza de terrenos e chácaras, devem ser retiradas pelos proprietários dos imóveis. A equipe da operação Cata Bagulho também não faz a retirada dos entulhos de construção

(Adriana Brumer Lourencini)


Fonte:


Notícias relevantes: