Indaiatuba

Comunidade Farol visa a ressocialização

Depois de retratar um pouco da rotina de algumas pessoas em situação de rua da cidade, a Tribuna traz sua segunda reportagem da série sobre essas habitantes de Indaiatuba. Agora, o foco está no trabalho das comunidades que ajudam na ressocialização dessas pessoas, das ONGs e projetos que colaboram com doações, como de alimentos e de roupas.

Em Indaiatuba, a Comunidade Farol realiza, há nove anos, um trabalho de ressocialização com as pessoas que estavam em situação de rua. Antes do cidadão ir para a comunidade, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) faz a abordagem desses munícipes, garantindo assim o direito de atendimento dos futuros assistidos.

A diretora da Proteção Social Especial da Secretaria da Família e do Bem Estar Social (Semfabes), Sandra Maria de Moraes, explica como é o trabalho de abordagem do Creas para encaminhar essas pessoas ao Farol. "Existe uma equipe de abordagem que são os educadores sociais e a assistente social Toninha Aparecida Canobel", conta. "Esta equipe vai até as ruas, faz a escuta, oferece os serviços que o município possui e as pessoas, então, são encaminhados ao Creas ou ao Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas (Caps AD), porque a maioria é de usuários de drogas ou bebida alcoólica, e ainda eles passam pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA)", explica Sandra.

A Comunidade Farol é grande parceira da Semfabes. "A Prefeitura envia uma subvenção para a comunidade acolher a pessoa em situação de rua. Na comunidade, é feito um trabalho para ressocializá-los e, quando a pessoa ganha autonomia, ela vai para uma república", cita a diretora. "Quando a pessoa é usuária de drogas, antes do Farol, ela fica no instituto Nova Vida até conseguir eliminar este vício". No Farol, aliás, o tempo de permanência é indeterminado e os acolhidos podem ficar pelo período que julgarem necessário.

O monitor do Farol, João Batista da Costa, ressalta que o objetivo da comunidade é de que o morador se recupere e consiga reorganizar sua vida. "A ideia do Farol é ressocialização. Damos abrigo a pessoas em situação de vulnerabilidade que estão na rua e oferecemos toda assistência em questão de documentação e psicólogo, desenvolvemos projeto da horta, artesanato, oficinas diversas, projeto de espiritualidade, tudo isso para um dia ele poder retornar à cidade", esclarece. "Por exemplo, se a pessoa fica aqui quatro meses, tem direito à bolsa-estágio e faz cursos, depois entregamos seu currículo e, assim que consegue um emprego, vai para a república, onde pode ficar até um ano", adiciona ele. Na republica, que também é administrado pela Comunidade, a pessoa já tem seu trabalho e consegue se organizar sozinha. 


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