Indaiatuba

Instituição acolhe, hoje, 32 moradores

Atualmente, a Comunidade Farol abriga 32 homens entre 18 e 60 anos. "Temos casos de homens com 61 e 62 anos porque no Lar Emannuel não tem mais vagas", justifica João. "Ficamos na fila e, quando surge a vaga, os encaminhamos". Dessa forma, quatro homens de 60 anos ainda moram na entidade.

Antes de levar a equipe da Tribuna para conhecer a comunidade, João ressaltou que o morador de rua, além de criar varias dependências, acaba não tendo compromisso com nada. "Então ele vai e volta da comunidade por várias vezes, até despertar", pondera.

Nas dependências do Farol, a reportagem conheceu André, de 37 anos, que faz miniaturas de carros e de casas. Uma de suas obras é a maquete da comunidade, construída com produtos recicláveis, como jornal, canudo e filtros de cigarro. André já esteve na Farol outras vezes e, agora, faz dois meses que retornou. "A bebida destrói, e chega uma hora que até a família desanima. Eu tinha um irmão que já estava aqui e eu estava nas ruas, daí meu irmão me convenceu e eu vim para o Farol", recorda o morador.

Já Genésio Pedro, de 43 anos, que está na Farol há oito anos, ajuda a cozinhar para os moradores. Ge, como é chamado, era um atendido da Farol e se recuperou. Hoje, assim como João, trabalha no local, e toma conta da república. "Eu já passei por isso e vejo a dificuldade que eles têm. Eu tinha problemas com álcool e quase fui para rua. Não fui porque eu pedi ajuda antes", lembra. "Fui interno no [Esquadrão da Vida de Indaiatuba] Evin em 2003, depois vim para cá. Fui para o Esquadrão por meio da assistência social do Carlos Aldrovandi, que é onde minha família mora", prossegue. "Depois que me recuperei por lá, vim para o Farol como funcionário", completa e ainda adiciona. "Aqui é como uma família, tem dia que estamos bem e tem dia que estamos mal".


Fonte:


Notícias relevantes: