Indaiatuba

Políticas públicas respaldam quem vive na rua

A terceira e penúltima reportagem da série de que trata a rotina e condições a que estão expostas as pessoas em situação de rua de Indaiatuba mostra que a Região Metropolitana de Campinas (RMC) conta com um "acordo" diferenciado e que visa o bem-estar desses habitantes.

As 20 cidades da região controlam o fluxo desses moradores, seguindo o Protocolo de Atendimento às Pessoas em Situação de Rua. O documento foi desenvolvido em 2010 pela Agencia Metropolitana de Campinas, com o objetivo de regulamentar direitos e deveres, respaldando essa população.

Atualmente, Indaiatuba tem 64 pessoas em situação de rua. Em dezembro do ano passado, foram contabilizadas 56 pessoas nesta situação, sendo 51 homens e cinco mulheres, segundo dados do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas). O centro também divulgou um levantamento que mostra que, em 2013, existiam 146 pessoas em situação de rua no município, sendo 133 homens e 13 mulheres. Em 2014, foram contabilizadas 158 pessoas, sendo 142 homens e 16 mulheres. Os números mostram um crescimento de XX% entre 2013 e 2015.

Como parte da política do Creas, as assistentes sociais também atendem pessoas em trânsito, que passam por várias cidades. Em dezembro de 2015, 16 pessoas nesta situação (que não são moradores de Indaiatuba) passaram pelo Creas. Nos últimos seis anos, este número diminuiu. Em 2010, foram atendidas 867 pessoas em trânsito; em 2011, foram 633; em 2012, o total de pessoas atendidas foi de 342; em 2013, o número caiu para 237; em 2014, as pessoas atendidas em trânsito passou a 328; e em 2015, o número retraiu para 284 atendidos.

A assistente social do Creas, Toninha Aparecida Canobel, explica como esses assistidos que não são moradores de Indaiatuba param na cidade. “Essas pessoas em trânsito são de outros municípios e, por algum motivo, estão indo para outra cidade, pedindo auxilio”, informa. “Às vezes, ouvimos que a maioria das pessoas em situação de rua não são do município, mas, pelos números, percebemos que são sim e podemos afirmar que a maioria das pessoas em trânsito não estão permanecendo na cidade”, acrescenta Toninha.

A diretora da Proteção Social Especial da Secretaria da Família e do Bem Estar Social (Semfabes), Sandra Maria de Moraes, cita alguns serviços que o município oferece às pessoas em trânsito. “Fazemos a acolhida com essas pessoas, as escutamos, ligamos para os telefones de familiares que nos passam e também entramos em contato com a assistência da cidade que esta pessoa veio", relata. "Dependendo do caso, é oferecida a passagem de ida para esta pessoa retornar ao local de origem ou a levamos, mas, antes de fazer isso, seguimos ao Protocolo de Atendimento as Pessoas em Situação de Rua, que é este acolhimento”, explica Sandra, acrescentando que, através deste protocolo, cada município é responsável por fazer a acolhida. “Este protocolo foi um acordo com os municípios da região para evitar que levem esta pessoa a outra cidade sem antes saber da onde ela veio”, esclarece.


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