Indaiatuba

Creas dá encaminhamentos àqueles que atende

Já para aqueles que escolheram Indaiatuba para viver, o município oferece atendimento diferenciado. "O objetivo da assistência é garantir o direito de atendimento a esta pessoa", afirma Toninha. "Quando eles, que muitas vezes são usuários de drogas, que têm sua casa, agridem a comunidade, quem faz o trabalho é a Guarda Civil", acrescenta.

O atendimento à pessoa em situação de rua, de modo geral, é feito pelos educadores sociais. "Existe uma equipe de abordagem que vai até a rua, segue um itinerário e os locais a serem cumpridos, e também trabalham em sistema de plantão à noite e aos fins de semana", conta Sandra. "Às vezes, recebemos denúncias e estes locadores vão ao local para saber do que se trata e se realmente está em situação de rua, porque ainda existe uma confusão do cidadão", ressalta, lembrando que nem toda pessoa caída no chão significa que está em situação de rua. "Pode ser que alguém tenha bebido demais ou passado mal, então trabalhamos muito esta conscientização", prossegue. "Quando a pessoa está caída na rua, tem que chamar a ambulância", completa a diretora do Semfabes.

Acordos

Além do protocolo da Região Metropolitana, Sandra lembra que existe um acordo entre as secretarias do município. "O serviço de abordagem em Indaiatuba é continuo, não para. A assistência vai garantir que a pessoa seja atendida, pois temos uma lei em que todas as secretarias, cada uma dentro de sua competência, são parceiras para ajudar na ressocialização destes cidadão", afirma. Quando a pessoa está na Comunidade Farol e faz um curso de jardinagem, por exemplo, ela pode fazer estágio em algum jardim da Prefeitura e recebe uma bolsa-auxilio, que é um terço do salário mínimo", diz.

A Administração também tem projetos como de autoimagem, que é realizado pela Creas e tem o objetivo de trabalhar a autoestima, o antes e depois deste cidadão, que é realizado quinzenalmente. "Os educadores fazem a busca ativa desta pessoa na cidade, trazem até aqui, e é preparado todo um dia com eles, onde falamos sobre higiene e outros assuntos, e oferecemos novamente as oportunidades, que é ir ao Nova vida ou à Comunidade Farol", cita Sandra. "Nosso lema é Existir, Persistir e Não Desistir", adiciona.

Esses encaminhamentos, no então, são para os homens. A cidade ainda não tem um abrigo para mulheres, mas Toninha enfatiza que o Creas já estuda alternativas. "Ainda não temos abrigo para mulheres, geralmente tentamos reconciliar o laço dela com as famílias e, quando isso não é retomado, procuramos por abrigos na região. Já tivemos o caso de uma mulher que foi acolhida por uma comunidade em Araçoiaba da Serra, mas neste ano o local será fechado por falta de recurso, até fomos conhecê-lo para tentar uma parceria", recorda a assistente social.

Ainda segundo Toninha, essa comunidade é um exemplo de espaços que se preocupam com as mulheres. "Não podemos oferecer moradia para elas em qualquer instituição, tem que haver uma estrutura, porque a pessoa que está em situação de rua precisa de apoio, porque o psicológico dela muitas vezes também está abalado e, infelizmente, uma pessoa em situação de rua carrega uma serie de fragilidades", pondera.


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