Indaiatuba

Nova tecnologia é aliada para o combate ao mosquito da dengue

Uma nova tecnologia de combate ao mosquito Aedes aegypti pode ser a solução para a incidência da dengue no município. O projeto pioneiro foi batizado de MI-Dengue e deverá ser trazido a Indaiatuba pelo veterinário Odenir Sanssão Pivetta, coordenador de Controle da Dengue, da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde.

Na semana passada, Pivetta esteve em Piracicaba, participando do primeiro Workshop de Prevenção e Controle do Aedes aegypti. A novidade foi apresentada por uma empresa de biotecnologia, que mostrou uma fotografia da infestação do mosquito no município, obtida por meio do MI Dengue. De acordo com Pivetta, a tecnologia será trazida para Indaiatuba a partir do próximo mês.

"Tomei conhecimento des-
sa tecnologia em setembro do ano passado e, desde então, quis conhecer mais a fundo seu funcionamento para implantar em Indaiatuba", conta o coordenador. "Vim a este workshop para adquirir ainda mais informações sobre sua metodologia", comentou Pivetta.

O MI Dengue também a-
valia a virologia do mosquito capturado, se para vírus da dengue (e seu sorotipo, ou seja, se é tipo I, II, III ou IV), ou da chikungunya; muito em breve, será possível avaliar também se é para zika vírus.

A compra da tecnologia está em fase de estudos pela Secretaria de Saúde e, se houver disponibilidade financeira o serviço será adquirido.

Mapa da infestação

De acordo com a empresa responsável pelo projeto, o serviço é de fácil implementação e rotina simples, e permite ao município obter uma fotografia semanal da infestação do mosquito utilizando um pequeno número de agentes de saúde.

O projeto compreende ain-
da o MI-Chikungunya e o MI-Zika. O MI-Aedes utiliza armadilhas desenvolvidas para a captura de mosquitos do gênero Aedes sp, que são posicionadas dentro da área urbana do município e vistoriadas semanalmente pelos agentes de endemias.

O número de capturas em cada armadilha é capaz de fornecer as informações sobre a população do vetor, e esses dados são enviados para a central, por meio de dispositivos móveis. As informações recebidas servem de base de dados do site para gestão on-line, que disponibiliza ainda mapas de infestação do vetor, assim como tabelas de incidência por bairros, relatórios de plano de ação para controle e as áreas de gestão de equipe e insumos.

Mais de 50 municípios já implementaram o MI-Dengue, com objetivo de direcionar as ações de prevenção à doença. Estudos recentes da empresa apontaram redução de até 60% na ocorrência de casos de dengue na fase de epidemia.

Zona Sul

Conforme Pivetta, os testes iniciais serão no Jardim Morada do Sol, na Zona Sul. "Implantaremos a tecnologia primeiramente no Morada do Sol, que possui mais de 50 mil habitantes, onde faremos ações pontuais para controle de criadouros", especificou o coordenador. Esta região é um ponto estratégico da cidade e, a partir do trabalho realizado com o MI-Dengue, esperamos reduzir significativamente o número de casos no município", reforçou.

(Adriana Brummer Lourencini)


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