Indaiatuba

O desapego pode ser uma boa saída para superar a crise

ALTERNATIVA

O Brasil fechou o ano de 2015 com 9,1 milhões de desempregados; é o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Para driblar a crise que já bate à porta, os brasileiros vêm lançando mão do ‘jeitinho’, por meio da prática do desapego.
A nova modalidade, aliada à tecnologia, está ganhando novos adeptos a cada dia, e pode ser uma boa alternativa para quem está fora do mercado de trabalho. Nos últimos tempos, a sociedade adquiriu uma característica consumista e isso agora pode ser um trunfo contra a crise. A facilidade de compra, venda e troca de produtos pela internet, seja através de sites, redes sociais ou aplicativos, possibilitou que o desapego se tornasse uma ferramenta de geração de renda, enquanto o trabalhador busca sua recolocação no mercado de trabalho.
“O desapego não é novidade”, comenta Alex de Lima, administrador do portal Emprega Campinas. “Ele já existe no antigo brechó ou nas vendas de garagem. O termo foi 'emprestado' da psicanálise somente para ilustrar o momento vivenciado pelas pessoas, seja por conta do desemprego ou por terem se dado conta de que estão em uma fase muito consumista e necessitam se desfazer dos itens em casa. Todo mundo tem algo que comprou e nunca utilizou, ou usou poucas vezes, como roupas, sapatos, bolsas, jogos etc.”, explica.
Ele frisa ainda que a prática informal pode se tornar um negócio lucrativo. “Tudo começa com a venda dos itens pessoais, e aí a pessoa vai reinvestindo em novas peças de maior valor, agregadas de outros 'desapegos', e passa revendê-las. Os anúncios podem ser feitos pela internet, redes sociais, aplicativos de celular, classificados de jornais impressos ou no bom e velho boca-a-boca”, diz Alex.

Mãozinha
Alex Lima observa também que não existe uma pesquisa sobre o número de desempregados que aderiram ao desapego. “Esta é uma tendência que vem ganhando força, especialmente na internet, segundo identificam os especialistas do segmento”, aponta.
Ele acrescenta que qualquer pessoa pode exercer a atividade, bastando que a pessoa utilize a criatividade e invista em networking, ou seja, tenha uma boa rede de contatos interessados no que ela tem a oferecer.
“Os profissionais com baixa qualificação e pouca ou nenhuma formação estão sentindo a necessidade de se reinventar enquanto profissionais, seja em uma nova atividade ou se qualificando através de cursos. Dessa forma, o desapego pode dar uma ‘mãozinha’, oferecendo a essas pessoas a chance de permanecerem ativos e de faturar enquanto aguardam pela recolocação”, conclui Alex.


Fonte:


Notícias relevantes: