Pais planejam manifestação contra horários das creches

Indaiatuba

Pais planejam manifestação contra horários das creches

Famílias que foram diretamente atingidas pelas mudanças de horários nas creches municipais pretendem realizar um protesto em frente à Prefeitura no dia 7 de fevereiro. O grupo de pais deverá se reunir no Paço Municipal a fim de reivindicar a volta do antigo horário e a liberação de vagas no período integral nas unidades escolares.

"Convocamos a todos que participem do nosso movimento, que luta pelo direito à educação que toda criança possui", diz Jamerson Rodrigo dos Santos, líder do grupo Unidos por Indaiatuba. "Não estamos fazendo nada mais do que observar o Artigo 53 da Lei 8.069 de 1990, que garante o acesso à escola pública gratuita e próxima à residência da criança", declara.

Jamerson criou uma página da manifestação no Facebook e espera reunir cerca de 200 participantes. "Ao contrário do que afirmou a secretária Rita de Cássia Trasferetti, o horário estabelecido das 7h às 16h não foi escolha da maioria dos pais. Na verdade, padronizaram só os horários e não a gestão, pois cada creche está fazendo o que julga melhor", alfineta. "Temos de brigar para manter os direitos adquiridos, que já são poucos".

Por determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394 de 1996), as creches tornaram-se modalidade da educação infantil que atende crianças de zero a cinco anos de idade. O município vem se adequando ao novo esquema desde 1998.

Sem vagas

A questão das vagas no período integral também é alvo de críticas do grupo. "Há casos de crianças que foram transferidas de creche, pois ali o período integral deu lugar a horários parciais", acusa Jamerson.

Tatiana Martins de Melo, da Vila Maria Helena, enfrenta o problema de não ter onde deixar o filho Samuel, que irá completar quatro meses no fim de fevereiro. "Estou de licença maternidade, mas retorno bem na época em que o bebê faz quatro meses; antes disso, não posso inscrevê-lo em nenhuma creche", conta a mãe, que não tem com quem deixar a criança durante o dia, tampouco pode pagar por uma babá, pois a família mora de aluguel. "Se eu não conseguir uma creche até voltar para o serviço, não sei o que vou fazer", acrescenta ela, preocupada.

No Jardim Colibris, Zenilda de Souza teve de transferir a filha de três anos para outra creche por conta da alteração de períodos. "Eles me disseram que as crianças seriam transferidas para que fossem liberadas mais salas e, assim, pudessem abrir novas vagas", relata. "Eu também não concordo com o novo horário, que vai até às quatro da tarde. Agora estou desempregada e posso buscar a menina, mas, e quando eu arranjar emprego, como fica? Vou ter de pagar para alguém ir pegar minha filha?", questiona.

Em resposta ao caso de Tatiana, a secretária Rita Trasferetti, por meio de assessoria, ressaltou que a criança só pode ser matriculada na creche com quatro meses completos. Após fazer a inscrição, a família deve aguardar pela vaga. Ela informou ainda que não há um tempo determinado de espera, isso depende da idade e do bairro onde a criança mora. 

Sobre as vagas disponíveis que foram preenchidas, Rita explica que as inscrições foram feitas em 2015, mas as matrículas serão efetivadas até fevereiro, as famílias que estão sendo atendidas agora se inscreveram no ano passado. Quanto às creches a serem inauguradas, a secretária citou a do Campo Bonito, prevista para 11 de fevereiro (que atenderá o período integral); e a do Bela Vista, que deve ser inaugurada em março.


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