Conta de energia pode ficar mais barata

Indaiatuba

Conta de energia pode ficar mais barata

A conta de energia pode ficar mais barata a partir de fevereiro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na terça-feira a redução nas bandeiras tarifárias amarela e vermelha. Para a amarela, houve decréscimo de 40%; já a bandeira vermelha terá dois patamares. Os novos valores irão vigorar a partir de segunda-feira.

No dia 1º, o custo da bandeira amarela passará de R$ 2,50 para R$ 1,50 para cada 100 quilowatts/hora (KWh) consumidos, o que representa uma redução de 40%. No caso da bandeira vermelha, o patamar mais barato será de R$ 3 e o mais caro continuará custando R$ 4,50 a cada 100 KWh consumidos.

A aprovação dos valores foi deliberada no dia 26, após audiência pública realizada de 17 de dezembro a 17 de janeiro, com 54 contribuições da sociedade. A medida tem validade a partir do mês que vem e a bandeira tarifária de janeiro foi vermelha para todo país mesmo com a queda acentuada no consumo, assim, o acréscimo será de R$ 4,50 a cada 100 KWh, o mais alto do patamar. (veja no quadro o calendário mensal de vigência das bandeiras).

Fontes de energia

De acordo com André Pepitone da Nóbrega, diretor da Aneel e relator da matéria, a medida que propõe dois níveis para a bandeira vermelha irá possibilitar maior flexibilidade diante dos custos da geração de energia.

A bandeira vermelha indica que a geração de energia elétrica no período (no caso, mensal) teve custo mais alto - conforme ressaltado pela CPFL, por meio de assessoria, é bem mais caro extrair energia do carvão ou do óleo do que da hidrelétrica. Este custo é repassado para os consumidores.

O reajuste na energia elétrica em 2015 chegou a 51% e representou o maior vilão para o bolso do consumidor, seguido pelos aumentos do gás de cozinha (22,55%), da gasolina (20,10%), ônibus urbano (15,09%), taxa de água e esgoto (14,75%), entre outros. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em números o cálculo das bandeiras tarifárias é feito da seguinte forma: verde (sem custo extra), de geração térmica de R$ 211,28/MWh - há condições favoráveis de geração de energia e não há acréscimos na tarifa; amarela (R$ 1,50 a cada 100 KWh), de geração térmica de R$ 211,28 a R$ 422,56/MWh - condições menos favoráveis, e há um acréscimo de R$ 0,025 para cada KWh consumido - vermelha patamar 1 (R$ 3 a cada 100 KWh), de geração térmica de R$ 422,56 até R$ 610/MWh, e patamar 2 (R$ 4,50 a cada 100 KWh), de geração térmica igual ou maior que R$ 610/MWh - quando há vigência da bandeira vermelha, as condições de geração de energia são mais custosas (em períodos de pouca chuva, por exemplo) e o custo sobe para R$ 0,045 a cada KWh consumido.

O sistema de bandeiras tarifárias teve início há cerca de um ano e é aplicado por todas as concessionárias ligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Desde julho de 2015, o sistema passou a ser utilizado também pelas permissionárias de distribuição de energia.

Em todo o ano passado, a conta de energia ficou 51% mais cara em Indaiatuba, somando reajuste nacional e local.


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