Indaiatuba

Grupo é impedido de fazer manifestação no evento

Cerca de 200 militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), impediram uma manifestação pacífica dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), de Indaiatuba, que seria realizada ontem, quarta-feira, durante a entrega das chaves dos apartamentos do Residencial Indaiatuba, no bairro Campo Bonito, com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o coordenador do MBL do município, Charles Escodro, que relatou a situação em um vídeo postado nas redes sociais, as agressões começaram quando duas pessoas do movimento chegaram ao local com camisetas estampadas com os dizeres "Fora Dilma". "Nós chegamos numa boa, sem faixas, sem megafones, e o pessoal da CUT já estava lá", comenta. "Quando nossos amigos chegaram com as camisetas 'Fora Dilma' o negócio desandou, eles partiram para cima, rasgaram as camisetas, praticamente lincharam esses dois amigos. A gente tomou empurrão, chute, teve mulher que foi empurrada, tomou pancada nas costas", explica.

Outro integrante do MBL, Francisco Edinaldo de Andrade, acrescenta: "ao contrário do que foi alardeado, não fomos nós que estragamos a festa de quem conseguiu os apartamentos".

Ainda de acordo com Escodro, o MBL prega pela manifestação sem confusão, mas, diante dos fatos, a decisão foi retirar as pessoas do movimento do local para evitar que alguém pudesse se ferir, já que os militantes da CUT, segundo o coordenador, não respeitavam nem mesmo a Guarda Civil. "Na hora que a gente estava indo embora, porque a gente prometeu que não quer confusão, eles simplesmente pegaram os nossos telefones e apagaram todos os vídeos e fotos que a gente tinha feito. Mas estamos recuperando isso", diz. "Um dos agredidos, inclusive, teve um problema na perna. Não quebrou, mas está com a perna engessada e vamos fazer um boletim de ocorrência de agressão", afirma. "Em março estaremos na rua, protestando contra essa ditadura que está acontecendo".

A Tribuna entrou em contato com o secretário de comunicação da CUT, mas, até a publicação desta matéria, nenhuma resposta havia sido recebida.


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