Indaiatuba

Superlotação nas classes motivou greve do ano passado

ENSINO

O diretor do município lembra ainda que a superlotação das classes foi um dos motes para a greve histórica de professores no ano passado. “A reivindicação era a de que se mantivesse um limite de 25 alunos por classe em toda a educação básica”, reitera.

Na visão da Apeoesp, a medida do governo visa a contenção de custos e a diminuição da verba para a Educação no Estado, que já chega a 10%. “A escola Hélio Cerqueira Leite, por exemplo, oferecia os ensinos fundamental e médio, inclusive à noite. Há dois anos, todas as classes do médio foram fechadas. Esta é uma forma velada do governo Alckmin fechar as escolas”, observa Linho.

A escola Hélio, citada por ele, no entanto, se transformou em uma das unidades de período integral da cidade, por isso o fim do ensino médio, que era, inclusive, noturno. Como explicou a Secretaria de Educação quando a mudança foi anunciada, os alunos que seriam atendidos pelo período integral foram transferidos para outras unidades.

Ouvidos afiados

Em nota, a assessoria da Secretaria Estadual da Educação informou que o remanejamento de alunos nas salas de aula é um procedimento comum, que ocorre anualmente. A logística administrativa se baseia nas demandas de estudantes por escola, e o número de salas fechadas é variável.

A partir deste ano, quem assumiu a Pasta foi José Renato Nalini, substituindo Herman Voorvald, que deixou a cadeira no final de 2015, após meses de desgaste por conta da reorganização escolar. Em entrevista concedida à imprensa, Nalini disse que pretendia iniciar com muito diálogo, onde ele pretende falar menos e ouvir mais. Entre as declarações, o novo secretário destacou o objetivo de retomar o status que as escolas públicas do Estado tinham no passado.


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