Indaiatuba

Monitor da Comunidade Farol já morou nas ruas e hoje ajuda quem está se recuperando

O monitor do Farol, João Batista da Costa, que hoje ajuda as pessoas que estão se recuperando, sabe como é difícil a ressocialização porque já sentiu na pele o que é estar nas ruas. "Eu fiquei um bom tempo em situação de rua, uns seis ou sete anos. Eu era de São Caetano e não sei como vim para aqui", revela. "Trabalhava em uma empresa e, pelos descasos da vida, vim para Indaiatuba".

Ainda em sua história, ele recorda algumas das dificuldades. "Enquanto você tem o dinheiro, se mantém, depois cai no labirinto e se torna mais um, daí vai para a rua e fica vulnerável a tudo, é álcool, drogas, manipulação... O morador de rua é isso que vocês veem. Um dia uma pessoa da prefeitura me perguntou se queria ajuda e aceitei, e fui ao [Esquadrão da Vida de Indaiatuba] Evin, em 1998. Na época não existia a Comunidade Farol. Lá comecei a interagir e ajudar e, em 2007, a Farol me convidou e vim trabalhar aqui", conta.

Sobre hoje poder ajudar as pessoas que estão na mesma situação pela qual já passou, João diz que é gratificante. "É difícil ajudar, porque precisa de paciência, mas é gratificante, pois vale ver o sucesso e felicidade de alguém que você ajudou. Não digo para eles se espelharem em mim, mas em Deus", afirma. "Aprendi que tem que persistir, insistir e nunca desistir", diz. "Gosto de uma frase do Chico Chavier que diz 'embora eu não possa parar o tempo e voltar atrás, eu posso hoje fazer diferente'', complementa.


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