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Creas contabilizou 64 pessoas que moram nas ruas na cidade em 2015

Em 2015, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) contabilizou que 64 pessoas vivam em situação de rua na cidade. Só em dezembro do ano passado, foram contabilizadas 56 pessoas nesta situação, sendo 51 homens e cinco mulheres.

A luta do Creas para ressocializar estas pessoas é constante. Quando eles aceitam ir para a Comunidade Farol e se recuperam, muitas vezes, são empregados pela Semurb. O secretário da Secretaria de Urbanismo e Meio ambiente, José Carlos Selone, explica que o trabalho faz parte desta recuperação. "Apoiamos o grupo da Toninha e estendemos a mão a quem precisa, e o trabalho faz parte desta recuperação, por isso, usamos a secretaria para dar espaço a essas pessoas", aponta.

Selone também explica que o trabalho para esses ex-moradores é diferenciado. "Na secretaria, tenho um grupo de mais ou menos 700 pessoas, neste grupo tenho pessoas com problemas de drogas e bebidas. Então, não posso pegar esta pessoa que esta se ressocializando e colocar para trabalhar neste grupo", argumenta. "Um exemplo é seu Antônio, que é recuperado do vício do álcool - se eu colocar ele em um grupo com alguém que bebe, pode retornar ao vício. Hoje, ele trabalha em um boque, com poucas pessoas e nenhum tem problema combebida e drogas. O Antônio é um exemplo de serviço para gente".

Selone ainda continua: "é preciso entender que é uma luta constante o que estas pessoas enfrentam e, muitas vezes, elas vêm de traumas e problemas, acabam perdendo o contato com a família e já não têm mais amigos, por isso, tem que ter cuidado especial", enfatiza.

A Tribuna encerra a série que mostrou o porquê, muitas vezes, as pessoas preferem viver nas ruas; mostrou o trabalho da Comunidade Farol, do Creas e das Ongs que ajudam estas pessoas, e as politicas públicas que existem na cidade e região. Todas as matérias podem ser conferidas no site da Tribuna.

De volta

Na primeira reportagem, foi apresentada a história de Jorge, Pedro, Roberto, Valter, Juliete e Wagner. Depois de um mês, a equipe retornou à Praça Renato Villanova, no Cecap, onde estavam seis moradores, e reencontrou Jorge. Segundo o morador, Pedro foi o único que saiu das ruas porque sua família veio do Norte e o levou de volta. Julieta e Jorge ainda aguardam a clínica que prometeu buscá-los. Roberto, por sua vez, continua sonhando com a carreira de cantor. A reportagem também presenciou outras pessoas em situação de rua no local, como uma senhora que não aguentou os efeitos do álcool e acabou caindo de bêbeda no chão da praça.

Neta série também foi possível perceber que o álcool é, na maioria das vezes, o principal vilão, mas a desestrutura familiar é um dos motivos que leva uma pessoa a preferir morar nas ruas. Por fim, foi possível observar que a situação de rua está ligada a outros sérios problemas que o país enfrenta, como as drogas e a educação.


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