Indaiatuba

Emprego cai quase 10% na indústria local

O emprego na indústria encolheu ainda mais neste início de ano. Em Indaiatuba, entre o final de dezembro de 2015 e o mês de janeiro, o saldo foi negativo em 0,36%, e de menos 9,65% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado (Ciesp). No Estado, foram 14,5 mil empregos a menos.

De acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades, a queda representou um percentual negativo de 0,63 (sem ajuste sazonal). Apenas em 2009, ano de grave crise mundial, houve a maior baixa durante o mês de janeiro, que foi de menos 1,38%, conforme demonstrado na série da Pesquisa de Nível de Emprego do Depecon, realizada desde 2006.

O diretor do departamento, Paulo Francini, diz que o mercado iniciou 2016 "com os dois pés esquerdos". "Janeiro, que normalmente é um mês de crescimento do emprego, teve redução do número de vagas. Na variação acumulada de 12 meses, a queda foi de 7,89%. O Brasil vai ter que se acostumar em 2016 a ouvir 'o pior da história'. Desde 1900 não temos crise tão grave, que vai produzir efeitos nunca antes vistos", exclama o diretor.

Números

Entre os 22 setores pesquisados, 14 apresentaram saldo negativo de vagas. Em cinco deles, ocorreram mais contratações do que demissões, e três se mantiveram estáveis. O destaque positivo ficou com o setor de couro e calçados, que teve saldo de 1.424 vagas a mais. Entretanto, Francini alerta que este número deve ser avaliado com cautela. "É necessário esperarmos para saber se não é um fato efêmero", pondera.

As manufaturas de açúcar e álcool foram responsáveis por dois terços da redução de empregos, com 4.820 vagas a menos. Como consequência, o segmento alimentício foi o que mais teve demissões - com 6.079 vagas a menos. Já no setor de metalurgia, foram eliminadas 2.223 vagas, principalmente em Cubatão (o pior desempenho do mês, com percentual negativo de8.85), e em Jacareí, que mostrou uma queda de 6,7%.

O município de Franca foi o que apresentou melhor resultado, com crescimento de 2,48% no nível de empregos. O setor de couro e calçados foi o maior responsável, absorvendo 4,63% das vagas. Em seguida, vem a cidade de Marília, que respondeu por 2,25% da empregabilidade nos setores calçadista (7,78%) e alimentício (1,63%); na sequência, vem Taubaté, com saldo positivo de 1,26%, influenciados pelos segmentos de produtos de borracha e plástico (5,55%) e de veículos automotores e autopeças (1,61%).

Entre os piores resultados, está Cubatão, com menos 8,85% de empregabilidade, especialmente nos setores de metalurgia (-18,62%) e de produtos químicos (-1,28%). O município é seguido por Jacareí, que teve saldo negativo de 6,70%, influenciados pelos mercados de produtos têxteis (-7,68%) e de produtos de borracha e plástico (-1,90%). Em terceiro, vem a cidade de Santa Bárbara D'Oeste, com menos 5,28%, oriundos dos mercados alimentício (-37,24%) e de confecção de artigos de vestuário (-16,88%).

Entre as 36 diretorias regionais da Fiesp/Ciesp, 24 tiveram variação negativa no índice de emprego em janeiro, três permaneceram estáveis e nove contrataram mais do que demitiram. A variação interanual (últimos 12 meses) foi de menos 9,96%.


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