Indaiatuba

Idosa espera desde julho por diagnóstico

FALHA

Uma senhora de 83 anos e sua família estão sofrendo com a falta de atendimento adequado no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). Segundo a filha da paciente, Sonia Regina Domingues, sua mãe começou a ter um mal-estar em julho de 2015 e só conseguiu ser internada, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no dia 10 deste mês.

Mesmo no hospital, ainda enfrenta problemas com mau atendimento e falta de informação.

"No ano passado, minha mãe começou a passar mal, íamos ao Haoc e os médicos diagnosticavam como virose ou artrose, que ela já tem. Na [Unidade de Pronto Atendimento] UPA e no posto do bairro era a mesma coisa", lembra. "Em novembro, ela piorou, perdeu totalmente o apetite e sua barriga começou a inchar. A levamos de novo ao Haoc, no dia 29 de janeiro e, em um exame de Raio-X, o médico afirmou que era pneumonia e passou o medicamento, mas ela não teve melhora", relata.

Depois de várias idas ao hospital, a família resolveu pagar por uma consulta com um médico, que detectou que paciente não tinha pneumonia, e sim derrame pleural. "Também fizemos um ultrassom do abdômen e o médico disse que o caso era grave, pediu para a levarmos ao Haoc para internar, porque minha mãe estava com uma ascite", conta Sonia, ressaltando que conseguiu a internação porque "o médico teve influência no Haoc".

Informações

Sonia também relata que apesar de sua mãe estar internada, as dificuldades con-
tinuam. "Não temos o posicionamento de um médico. Um diz que o fígado dela poderia estar necrosando e mesmo assim queria dar alta; outro orientou que, para saber a causa da ascite, era preciso fazer um exame que retira um líquido do abdômen, então deixaram minha mãe de jejum e não fizeram o exame até hoje", reclama. "Quando pedi para ver o laudo do exame de ultrassonografia, a médica o omitiu".

A filha está desesperada, pois lembra que seu pai passou por uma situação similar."Há cinco anos meu pai entrou com uma fratura no hospital e saiu no caixão. Adiaram a cirurgia dele por não ter quarto na UTI e ele ficou convulsionando", recorda. "O que estão fazendo com minha mãe é uma omissão de socorro e um desleixo, já dei parte disto no Ministério Público e nas pequenas causas da Prefeitura e até agora nada foi feito", desabafa.


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