Indaiatuba

Atualmente, jornada dupla é realidade da maioria das mulheres

O Batalhão da Polícia Militar de Indaiatuba também conta com outras representantes do sexo feminino, como a Cabo Cristiane Dionísio Fonseca, que também está há 19 anos na corporação. "Fui a primeira a chegar aqui e hoje atuo no Proerd. Por meio do projeto, contribuo para a formação de cidadãos melhores, e isso me deixa realizada", destaca a policial, que está grávida de cinco meses, do terceiro filho.

Além de Cristiane, a força policial feminina da cidade conta com a cabo Elisangela Furtuoso Barbosa, com 19 anos de serviço; a soldado Núbia Vaz Oliveira, oito anos, e a mais jovem integrante, a soldado Elizabete Felisberto, na corporação há um ano e quatro meses. Todas são unânimes em dizer que o papel de policial, principalmente em abordagens nas ruas, não elimina sua feminilidade. "Temos jornada dupla, como qualquer profissional; somos mães, esposas e filhas", comentam.

A conquista do espaço em um universo essencialmente masculino também não foi tão simples para essas guerreiras. "Não tive apoio da minha família; assim mesmo, segui em frente, pois não me imaginava fazendo outra coisa", relata Elisangela. "Até 1997, as mulheres não podiam utilizar armas; sem contar a resistência por parte dos colegas que enfrentamos no início", emenda Cristiane.

Maria José complementa lembrando que o concurso para elas era bem mais difícil há alguns anos. "Hoje, o concurso é misto, com o mesmo número de vagas, para homens e mulheres, porém, no passado havia apenas 200 vagas para mulheres, e o concurso era a cada dois ou três anos", observa Núbia.

Para o sargento Alex Dantas dos Santos, as mulheres são imprescindíveis na corporação. "Em muitas ocorrências, como na busca pessoal em suspeitas, a atuação delas é fundamental. Além disso, algumas vítimas se tranquilizam mais diante de uma policial feminina", arremata.

8 de março

A data surgiu a partir de um movimento das trabalhadoras russas do setor de tecelagem, que em março de 1917, durante a Revolução, entraram em greve, solicitando o apoio de operários da metalurgia. Assim como boa parte dos movimentos da época, a classe reivindicava melhorias nas condições de trabalho nas fábricas, além de direitos trabalhistas e eleitorais para as mulheres.

Especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, o dia 8 de março passou a ser o símbolo da homenagem às trabalhadoras, representando outras datas importantes do movimento feminista e demais associações daquele período, em que mulheres de várias partes do mundo lutavam pela conquista de seu espaço em um mundo predominantemente masculino.


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