Indaiatuba

Caixa aumenta limite de financiamento

IMÓVEL

O limite de financiamento de imóveis usados foi ampliado, conforme anunciado pela Caixa Econômica Federal (CEF) na terça-feira. De acordo com o banco, a medida visa estimular o setor, que vem decrescendo desde o ano passado.

A partir de 24 de março, o teto do financiamento para o setor privado irá subir de 50% para 70% no caso de imóveis de até R$ 750 mil, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal - e de até R$ 650 mil nos outros Estados. O setor público passará a ter subsídio de 80%. Além disso, a CEF anunciou que será permitida a compra de um segundo imóvel, nas mesmas condições utilizadas para adquirir o primeiro. A taxa de juros irá variar entre 7,85% e 8,85% e a CEF irá financiar imóveis no prazo máximo de 30 anos.

Entretanto, é preciso estar atento para não assumir um compromisso que não poderá ser honrado no futuro. "A notícia divulgada pela Caixa é boa, desde que haja consciência", alerta Elísio dos Santos Café, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Indaiatuba. "Vejo muita gente que se machucou por falta de planejamento. O fator que mais levou a pessoa a parar de pagar a prestação foi a perda do emprego", aponta.

Apesar de indicar cautela, Café diz estar otimista com os rumos do mercado. "Tudo é bem-vindo e, agora, voltamos à realidade de dois ou três anos atrás. Os pequenos investidores estão retornando, e são os recursos deles que favorecem o município, e não o dos grandes, que levam o dinheiro para fora, prejudicando corretores e o próprio cidadão que sonha com a casa própria", observa.

Juros famigerados

No passado, as linhas de crédito eram melhores, pois, até maio de 2015, a CEF financiava até 80% do valor do imóvel para os trabalhadores do setor privado. Já os clientes do setor público, no ano passado tinham limite de 90%.

"A oferta maior de crédito é favorável, porém, a diferença é muito pequena. As pessoas não podem se esquecer de que as taxas de juros estão muito altas; portanto, de nada adianta o banco ter bilhões para financiar, pois quem é que aguenta pagar juros superiores a 10% ao mês?", indaga Café.

O presidente da Associação Brasileira de Mutuários, Wilson Gomes, dá a dica para os que pensam em financiar um imóvel. "É um financiamento de longo prazo e demanda planejamento detalhado e uma boa orientação de profissionais sérios. Lembre-se de que o corretor ou a imobiliária não são neutros, já que recebem comissão pela venda", pondera.


Fonte:


Notícias relevantes: