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Perfil de compradores mudou nos últimos anos

O perfil dos compradores pouco mudou nos últimos anos, afiança o presidente da associação. "Os casais que estão formando família ainda são o foco do mercado. A maior alteração fica por conta do aumento de profissionais liberais solteiros e jovens que estão buscando sair de casa", analisa.

Para quem tem dinheiro para comprar o imóvel à vista, o cenário é favorável. "Estamos em um período excelente, com mais oferta do que procura, e isso possibilita maior poder de negociação", explica Café.

Para os advogados Leandro Lopes e Vinícius Pascoal, os bons ventos dependem da intenção do comprador. "Se o objetivo da compra for para moradia própria, o momento é vantajoso e a tendência é melhorar ao longo de 2016. Basta, obviamente, uma pesquisa de preços e um bom tino para negociação", orienta Pascoal. "Mas, o momento não é propício para aqueles investidores que pretendem comprar para revender em breve, já que os indicativos do mercado apontam que os preços dos imóveis seguirão em queda", ressalta Lopes.

Desistências

Muitos, por outro lado, estão desistindo do sonho da casa própria. Desemprego e redução ou perda da renda estão entre as principais razões. "Só aqui na cidade tivemos 20% de devolução de apartamentos residenciais e de salas comerciais", revela o delegado do Creci.

Para os que desistiram da compra do imóvel, o advogado especialista, Léo Rosenbaum fala que, nos distratos amigáveis, as construtoras tentam reter de 30% a 40% dos valores pagos a título de indenização. "Caso o consumidor opte pelas vias judiciais, os processos demoram aproximadamente três anos, e a jurisprudência tem se firmado no sentido de que as construtoras não podem reter mais do que 10% dos valores pagos até então", esclarece.

Rosenbaum diz ainda que há cláusulas no contrato que preveem uma retenção maior do que os 10% estabelecidos pela Justiça. "Porém, essas cláusulas são consideradas abusivas pela quase totalidade dos juízes", analisa. "Quanto antes o consumidor decidir pela desistência do imóvel, melhor, porque ele poderá reaver mais rápido os valores pagos", finaliza o especialista.


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