Indaiatuba

Preços de frutas e verduras voltam a subir e ficam até 170% maiores

MERCADO

O custo dos alimentos segue em constante crescente e o destaque fica por conta dos hortifrútis, que se tornaram os vilões da vez, e chegam às bancas com preços bem salgados.

Os aumentos de preço foram generalizados, pelo menos é o que garante o gerente de um varejão no bairro Cidade Nova. "Não foi um produto especificamente - todos tiveram reajustes. Isso provocou uma queda no consumo", assevera. "Não consigo avaliar o percentual, porém, observamos que as pessoas vêm buscar alimentos para o dia, ou no máximo, para os próximos três dias" complementa, percebendo um novo perfil de consumidor.

Isso é o que tem feito a profissional de saúde, Sabrina Teles Bernardi. "Há tempos deixei de fazer compras maiores; vou ao supermercado buscar o básico para a semana", ressalta. Ela também cita frutas como morango e maracujá, que deixou de comprar. "Nem mesmo o suco de caixinha está compensando; quando compro, levo aquelas tamanho midi", conta.

Armentina Tesuka, do bairro Nova Indaiá, também está mudando seu modo de compra. "Os preços estão assustadores", exclama. "Já deixei de comprar muitas frutas, como o melão e o caqui; agora só levo banana e laranja, que são as mais baratas. E a cenoura, então, que custava no máximo R$ 2 o quilo, agora está R$ 10".

Conceição Aparecida Rodrigues, do Jardim América, concorda com a amiga e diz estar espantada com o preço da cebola, em torno de R$ 6 o quilo. "Desisti de comprar por causa do preço. A sorte é que moro sozinha", emenda.

A gestora de negócios Alessandra Bernardi também revela que a alta dos produtos mexeu com a rotina da família. "O preço da batata disparou - antes a gente pagava R$ 3,80 e hoje chega a R$ 7,90. Não podemos deixar de levar, devido à necessidade do consumo, mas, com certeza levamos menos", explica. Ela cita ainda o valor do pimentão, que disparou para os R$ 12,90. "Um absurdo! Só penso em quem ganha um salário mínimo e paga aluguel", pondera.

Alessandra fala também que o pai dela está com problema de saúde e necessita consumir verduras e legumes variados. "O médico recomendou o consumo de alho, mas olha só o preço: R$ 43 o quilo. O governo não nos oferece condição de adquirir o medicamento ou a saúde, e agora, nem o alimento", rebate.


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